A PINGUELA DE TEMER: Um ano depois do impeachment o Brasil se encontra no fundo do poço

Um ano após assumir a Presidência da República em definitivo, no dia 31 de agosto, após o impeachment de Dilma Rousseff, Michel Temer se dividiu entre o Congresso e a Justiça. Com foco na recuperação da economia, o governo viu diminuir a chance de aprovar seu principal objetivo, a reforma da Previdência, depois que sua base começou a rachar quando foi revelado que Temer havia sido gravado pelo empresário Joesley Batista, da JBS. Desde que foi denunciado pelo procurador-geral, Rodrigo Janot, o presidente dedicou esforços para barrar o prosseguimento da ação penal na Câmara dos Deputados, sua vitória mais importante em 365 dias. Veja também o que aconteceu com os principais líderes políticos desde então. 

  • CORRUPÇÃO QUE SEGUE
  • UMA PEDRA NO CAMINHO
  • O DRAMA DAS CONTAS
  • CRONOLOGIA

CORRUPÇÃO QUE SEGUE

POR ANDRÉ DE SOUZA
Rocha Loures, Henrique Eduardo Alves, Michel Temer e Eliseu Padilha assistem à sessão do impeachment de Dilma na Câmara dos Deputados – Divulgação

Nos meses que antecederam o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, milhões de brasileiros foram às ruas protestar contra a corrupção. Um ano depois de ela ter deixado o cargo definitivamente, a mobilização já não é mais a mesma, mas o número de autoridades acusadas de desviar dinheiro público só cresce.

O governo do presidente Michel Temer, que assumiu interinamente em maio do ano passado e substituiu Dilma, definitivamente, em agosto, é alvo de vários acusações. Logo em 23 de maio do ano passado, foi divulgada uma gravação do senador Romero Jucá (PMDB-RR), escolhido por Temer para ser o ministro do Planejamento, em que ele dizia ser preciso “estancar a sangria”, numa referência à Operação Lava-Jato. No mesmo dia, teve de deixar o cargo. Foi o primeiro.

De lá para cá, novos escândalos apareceram, até seu ápice em maio de 2017, quando o GLOBO revelou que o próprio presidente Michel Temer foi gravado pelo empresário Joesley Batista, do frigorífico JBS. O caso levou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, a denunciar Temer ao STF por corrupção passiva, acusando-o de ter acertado o pagamento de propina com o empresário. Mas como a Câmara não deu aval para a continuidade do caso, o processo vai ficar parado até o fim do mandato presidencial.

Jucá tem 14 inquéritos no STF e, num prazo de uma semana, neste mês, foi denunciado três vezes por Janot. Mas nada disso o impediu de manter poder. É o líder do governo no Senado e presidente do PMDB, partido de Temer. Mas outros ex-ministros não tiveram a mesma sorte: Geddel Vieira Lima e Henrique Alves chegaram a ser presos. Rodrigo Rocha Loures e Tadeu Filippelli, dois ex-assessores de Temer, também amargaram um tempo na cadeia.

A delação da empreiteira Odebrecht, tornada pública em abril de 2017, levou à abertura de inquéritos no STF para investigar oito dos atuais 28 ministros do governo Temer: Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), das Relações Exteriores; Blairo Maggi (PP), da Agricultura; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil; Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência da República; Gilberto Kassab (PSD), da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações; Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional; e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços. Blairo deverá ter mais dor de cabeça ainda com a delação do ex-governador de Mato Grosso Silval Barbosa.

Fora do governo, também são alvos de investigações aliados e opositores. Alguns deles já foram até condenados, como é o caso do ex-presidente Lula. Entre investigados, réus e condenados, há ainda outros três ex-presidentes: Dilma Rousseff, Fernando Collor e José Sarney. As investigações também atingiram Aécio Neves (PSDB-MG), que teve de se licenciar do comando tucano.

Outrora aliado Eduardo Cunha, o ex-presidente da Câmara é o único que ficou completamente fora de cena durante este período. Após articular o impeachment, foi para a cadeia em outubro do ano passado.

UMA PEDRA NO CAMINHO

POR EDUARDO BRESCIANI
O plenário da Câmara dos Deputados – Jorge William / Agência O Globo 30/08/2017

Um ano após a posse definitiva, Michel Temer até conseguiu emplacar no Congresso algumas das mudanças estruturais prometidas, como a reforma trabalhista e a fixação de um teto de gastos, mas as possibilidades cada vez menores de aprovação da reforma da Previdência, principalmente pelo impacto decorrente da delação da JBS, comprometem a avaliação do resultado. Para governistas, o balanço é positivo e a estabilidade política é uma conquista no período. Para a oposição, a agenda é “regressiva” em direitos sociais e na soberania nacional.

— Acho que o resultado mostra que há uma estabilidade política e que os temas econômicos foram os prioritários, com medidas importantes. Esse conjunto de projetos mostra o sucesso do presidente Temer nesse período, ainda que não tenha concluído a reforma da Previdência, que a gente tem de admitir que falta votos para isso hoje e teremos de retomar a discussão — afirmou o líder do PMDB na Câmara, Baleia Rossi (SP).

— Eles conseguiram aprovar várias medidas que destruíram a autonomia e comprometem o futuro da economia. É uma agenda regressiva em direitos e soberania nacional. Mas nós conseguimos impedir a reforma da Previdência, o que é importante para a população — avalia o líder do PT na Câmara, Carlos Zarattini (SP).

A primeira grande batalha foi para a aprovação da proposta que fixou na Constituição um teto para o gastos públicos para os próximos 20 anos, vinculando o crescimento das despesas à inflação. A conclusão do trâmite ocorreu ainda em 2016, com o governo demonstrando, então, a força da sua base parlamentar.

Foram vencidas ainda outras batalhas, com a aprovação de uma reforma do Ensino Médio que gerou polêmica por ser enviada por Medida Provisória, da Lei das Estatais para tentar diminuir a politização das empresas públicas e da alteração do marco regulatório do pré-sal, retirando a obrigatoriedade de participação da Petrobras. Aprovou ainda um programa de renegociação de dívidas de estados exigindo contrapartidas. E já em meio à crise política decorrente da delação da JBS, conseguiu concluir o trâmite da reforma trabalhista, dando mais flexibilidade às contratações e negociações coletivas.

A reforma da Previdência, porém, tida como maior prioridade, segue emperrada. O governo conseguiu aprovar uma proposta na comissão especial. Houve uma nítida contaminação do ambiente político pelas acusações contra o presidente decorrentes da delação de Joesley Batista. A reforma foi relegada a segundo plano com o governo direcionando o foco para evitar o envio do caso ao STF.

O governo mantém o discurso de que insistirá na reforma da Previdência. Mas já há em setores do Congresso o entendimento de que é mais factível focar os esforços na reforma do sistema tributário, também em tramitação, por se tratar de lei complementar e exigir um número menor de votos.

O DRAMA DAS CONTAS

POR LUCIANNE CARNEIRO
Funcionário remarca preços em mercado de São Paulo. – Marcos Alves / Agência O Globo/08-01-2016

Um ano depois do julgamento do impeachment do Senado, a inflação mais controlada e os juros mais baixos são os destaques positivos da economia brasileira. A melhora da situação fiscal, no entanto, na qual se apostou no início do governo Temer, ainda permanece um desafio. A aprovação do teto dos gastos, em dezembro, foi avaliada como uma vitória, mas a turbulência política mais recente dificulta o cenário para a aprovação da reforma da Previdência, que abriria o caminho para a redução do déficit fiscal.

A inflação é de longe o indicador com melhor desempenho no último ano, ainda que a alta menor de preços seja explicada principalmente por um motivo não tão nobre: a recessão. O resultado acumulado em doze meses, que era de 8,97% em agosto de 2016, caiu para 2,71% em julho de 2017 — a menor taxa desde fevereiro de 1999, quando chegou a 2,24%.

Com os preços sob controle, o Banco Central pôde dar início a um alívio na política monetária, com redução de juros. A taxa Selic, que mede os juros básicos da economia, começou a cair em outubro, de um patamar de 14,25% ao ano, está em 9,25% e deve chegar aos 7,25% no fim de 2017.

— Há um ano, a economia já estava em recessão, com desemprego elevado e uma inflação ainda sem sinal de desaceleração. Até pela recessão, a inflação perdeu fôlego, o que permitiu a flexibilização dos juros — afirma o economista do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Leonardo Carvalho.

Na avaliação de Eduardo Velho, economista-chefe do INVX Global Partners,o ano foi de “mudanças rápidas e bruscas especialmente em expectativas”. Ele cita a inflação menor e o ciclo de redução de juros, além da recuperação da Bolsa de Valores:

— Os efeitos na economia real começaram a ser sentidos mais recentemente, mas já vemos algum impacto em comércio e serviços e também no mercado de trabalho.

O desemprego é o reflexo mais evidente da crise na vida das pessoas. A taxa disparou ao longo dos últimos meses, ainda que o último dado aponte uma queda, e está em 13%. Existem hoje 13,5 milhões de desempregados no país. Há quem já veja sinais de estabilidade no mercado de trabalho, mas há um longo caminho pela frente para a recuperação diante de um contingente tão grande de desempregados.

Ao mesmo tempo, a situação fiscal se deteriorou e o cenário imaginado de uma aprovação integral da reforma da previdência parece distante.

— Quando a nova equipe econômica assumiu, houve uma reação forte na confiança pelo compromisso com o ajuste fiscal. A orientação do governo ainda é de ajuste, mas a crise política tornou mais difícil a aprovação de medidas e reformas que possam dar um horizonte melhor para a situação fiscal — diz Carvalho.

CRONOLOGIA

Um ano depois

Temer assume a Presidência definitivamente após Dilma ser cassada pelo Senado

O ex-deputado Eduardo Cunha, capitão do impeachment, é cassado pelos deputados

Odebrecht fecha acordo de delação com a Procuradoria

Geral da República

Cunha é preso pela Lava-Jato

Câmara aprova PEC do Teto de Gastos

STF decide que condenados em segunda instância podem ser cumprir pena na prisão

O ex-governador do Rio Sergio Cabral é preso

Geddel Vieira Lima deixa o governo depois de pressionar um colega para alterar uma lei em seu favor

Depoimentos de delatores da Odebrecht vêm a público e atingem toda cúpula do governo e do PMDB

Temer indica seu ministro da Justiça, Alexandre Moraes, para a vaga de Teori no STF

Edson Fachin é sorteado como novo relator da Lava-Jato no STF

A presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, homologa o acordo de delação da Odebrecht

Morre o relator da Lava-Jato no Supremo, Teori Zavaschi, num acidente aéreo em Parati

PGR pede abertura de inquérito contra cúpula do governo com base na delação da Odebrecht

Fachin abre inquérito para investigar oito ministros do governo e cúpula do Congresso

Câmara aprova reforma trabalhista

Com impasse, reforma política está a um passo do fracasso. Proposta para estabelecer cláusula de barreira perde força

BRASÍLIA — Bem que o presidente interino da Câmara, André Fufuca (PP-MA), tentou até o último minuto, mas se a aprovação da reforma política já estava difícil, agora, com um novo adiamento da votação da matéria para a semana que vem, ficou ainda mais distante.

Até mesmo a proposta que tinha o maior apoio, a emenda constitucional que estipula uma cláusula de barreira para partidos, perdeu força.

A quarta-feira começou com um acordo para votar a reforma após o encerramento de deliberações do plenário da Câmara sobre temas econômicos, como a nova taxa de juros do BNDES (TLP).

Mas à medida que a sessão se alongava, líderes dos partidos percebiam que não seria possível manter o cronograma inicialmente pensado. O máximo que se negociou foi adiamento para a semana que vem, que deve ter quórum baixo por causa do feriado de 7 de setembro.

Das duas propostas de emenda à Constituição (PECs) que mudam a lei eleitoral, a que tem mais chances é a que acaba com as coligações partidárias nas eleições para deputados e vereadores e que cria a cláusula de barreira, relatada pela deputada Shéridan (PSDB-RR). A outra, de relatoria de Vicente Cândido (PT-SP), que cria um fundo público para financiar as eleições e muda o sistema para eleger deputados e vereadores instituindo o chamado distritão, está praticamente sepultada. Tanto é assim, que Shéridan apresentou um requerimento para que seu texto seja votado antes do de Cândido, embora o do petista tenha chegado ao plenário na frente.

— Não é tudo que a gente gostaria, já tivemos cláusula de barreira aprovada com um percentual muito maior do que este, mas esse que está no texto da deputada Shéridan é o possível, e o fim da coligação para 2020, que com certeza é um grande avanço. E vamos tentar até o último minuto ver se conseguimos construir algum acordo no sistema eleitoral porque eu acho que essa sim seria a grande vitória — avaliou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que está no posto de presidente da República em exercício.

— O gato subiu no telhado, mas ainda não pulou. A PEC que ainda tem chances de produzir algum acordo é a de Shéridan, mas até essa ainda enfrentará resistência. O financiamento público e a mudança do sistema eleitoral está cada dia mais difícil — admitiu o líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB).

O líder do governo na Câmara, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB ), disse que o presidente em exercício da Câmara, André Fufuca (PP-MA), era quem pautava as votações, mas que não acreditava que fosse possível votar a reforma política.

Em entrevista, Fufuca chegou a estabelecer um horário limite para que as discussões econômicas fossem encerradas, e a política pudesse ter início. Disse que, se a sessão do Congresso que votava outros temas terminasse até às 20h30, retomaria a sessão. Aliás, 20h30 é o horário que ele tem colocado como condição para iniciar as sessões à noite, mais rígido que Maia neste sentido.

Depois de várias conversas em plenário, e o convencimento da própria Shéridan, o líder do PSDB na Câmara, deputado Ricardo Tripoli (SP), anunciou o entendimento para adiar novamente a análise da reforma política. A votação vem sendo adiada há mais de duas semanas, comprovando a dificuldade que os partidos têm de assumirem uma posição capaz de juntar os apoios necessários. Por serem PECs, as mudanças têm que ser aprovadas em dois turnos por 308 deputados e também em dois turnos no Senado por 49 senadores.

NENHUMA MUDANÇA

Até agora, tudo o que os deputados conseguiram fazer foi retirar o percentual de 0,5% das receitas da União para abastecer o fundo público eleitoral e retirar do relatório a previsão de mandatos de dez anos para juízes de cortes superiores. Ou seja: na prática não se aprovou mudança alguma nas regras eleitorais. Para que as mudanças tenham validade para as eleições do ano que vem, elas têm que ser aprovadas um ano antes o pleito, que acontecerá em 9 de outubro de 2018.

— O grande problema é que cada partido tem cada vez mais vislumbrado o curto prazo e deixado de lado o que entende ser melhor em termos de mudança estrutural da política — observou Efraim.

ABSURDO, FIM DO MUNDO: Médicos discutem durante cesariana, e bebê acaba morrendo

Dois médicos de um hospital em Jodhur (Rajastão, Índia) foram filmados discutindo asperamente durante uma cesariana.

Preocupados mais em proferir agressões verbais, o obstetra Ashok Nainwal e o anestesista Mathura Lal Tak ignoraram as necessidades da paciente. Em decorrência disso, informou a emissora NDTV, o bebê acabou morrendo durante o parto. A causa da morte foi asfixia.

“Comporte-se!”, gritou um dos médicos ao ouvir insultos, detonados após Nainwal perguntar se a paciente havia comido antes da cirurgia.

“Comporte-se você!”, replicou o outro.

Nainwal, então, ameaçou partir para a agressão física e gritou:

“Não passe dos limites!”

A mulher havia sido levada às pressas ao hospital por causa de complicações na gestação. Por causa disso, as atenções deveriam ter sido redobradas durante o parto.

Assista à reportagem da TV indiana:

Os médicos foram suspensos e uma investigação do caso foi aberta pela direção do hospital. Uma comissão vai apurar até que ponto a discussão e a falta de profissionalismo interferiram na morte do bebê.

A direção também quer saber quem gravou o vídeo e quem o fez vazar on-line.

Aparentemente, obstetra e anestesista já tinham uma relação estremecida. Os dois se culpam mutuamente pela morte.

Uma reportagem da BBC, entretanto, levantou dúvidas se o bebê morto seria o da mulher atendida pela dupla de médicos. A morte teria ocorrido, segundo a emissora britânica, em um parto ao lado.

ONDE A LEI FUNCIONA: Três brasileiros são presos nos EUA por lavagem de 100 MILHÕES DE DÓLARES

Três brasileiros foram presos pela polícia do condado de Burlington, em Nova Jersey, nos Estados Unidos, depois que uma investigação de nove meses desvendou um esquema de lavagem de dinheiro que movimentou US$ 100 milhões (R$ 316 milhões).

Segundo as autoridades, os suspeitos são imigrantes ilegais no país. A polícia apreendeu ainda US$ 450 mil dólares (R$ 1,4 milhão), nove veículos, três motocicletas e uma coleção de 30 relógios de luxo.

Renato Maia Da Silva, de 51 anos, Wesley dos Santos, de 33, e Lucas Alves, de 34, foram detidos por suspeita de envolvimento na operação financeira ilegal. A investigação começou quando agentes desconfiaram que a Consultoria MAIA descontava cheques de forma irregular.

A apuração mostrou que a empresa foi usada por companhias de construção civil da Costa Leste americana para conceder pagamentos a trabalhadores sem documentos.

“Este não é um crime sem vítimas. As transações financeiras ilegais aumentaram os custos de construção na nossa área, privaram o governo de impostos e colocaram trabalhadores vulneráveis em perigo”, destacou o promotor Scott Coffina.

ILEGAIS NOS EUA

A análise de múltiplas contas bancárias e transações financeiras desde o começo de 2015, segundo a polícia, revelou a lavagem de US$ 100 milhões por meio de um “elaborado e ilegal esquema de cotação de cheques”.

A cobrança era feita por meio de empresas de fachada, o que permitiu a contratantes evitar regulações trabalhistas e obrigações de seguro e de impostos. A consultoria recebia parte do dinheiro lavado.

Silva, apontado como dono da consultoria, e os dois outros brasileiros também abriram empresas de fachada para lucrar ainda mais com o esquema, de acordo com a polícia. As autoridades frisam que a investigação está em curso. Elas apuram o envolvimento das companhias de construção civil e contratantes em geral.

Os três brasileiros vão responder na Justiça americana por lavagem de dinheiro. Silva, Santos e Alves eram imigrantes ilegais nos Estados Unidos e vão ter a situação imigratória analisada pelo governo.

QUE É ISSO? Ministro do STF Marco Aurélio Mello manda soltar homem preso em flagrante com 211,5 quilos de cocaína. Veja os argumentos fantásticos..

Droga, que estava distribuída em 200 tabletes, era transportada no fundo falso de um caminhão abordado pela Polícia Militar Rodoviária, em Rosana.

decisão liminar deferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello concedeu liberdade a um motorista de 53 anos que havia sido preso em flagrante, na cidade de Rosana (SP), com 211,5 quilos de cocaína em um caminhão. O homem passou 34 dias encarcerado.

Na primeira instância, a juíza da Vara do Plantão da Comarca de Presidente Venceslau, Daiane Thaís Souto Oliva de Souza, converteu a prisão em flagrante do motorista, decretada pela Polícia Civil, em prisão preventiva.

“Os efeitos deletérios que a droga causa à sociedade quando distribuída estão estampados diariamente nas páginas dos noticiários em todo o Brasil, destruindo a vida de pessoas, dissolvendo famílias e gerando intranquilidade social. Diversos crimes graves são decorrentes do tráfico de drogas: roubos, homicídios, latrocínios, extorsões, corrupção, concussão, dentre outros. Trata-se, portanto, de um crime-gênese que acaba por desencadear toda uma sequência de violência, dor, sofrimento e ódio”, argumentou a juíza.

Ela ainda lembrou que a Constituição Federal equiparou o tráfico de droga aos crimes hediondos, “para que haja uma maior atenção por parte do Estado na sua prevenção e combate”.

“Diante do chamado constitucional, não pode o Poder Judiciário fechar os olhos para essa realidade sem dar o devido tratamento ao problema. Os fatos narrados pela Autoridade Policial reclamam, portanto, uma resposta à altura da gravidade apresentada”, salientou a juíza.

“Diante desse quadro, analisando em concreto detidamente os fatos, considerando a quantidade de droga apreendida e a forma em que estava, a periculosidade do autuado é manifesta, sendo certo que a liberdade dele representará uma porta aberta para a continuidade delitiva”, apontou a magistrada.

De acordo com a juíza da primeira instância, “a manutenção do autuado em custódia se revela necessária em face da possibilidade de retomar às suas atividades ilícitas, voltando a afetar a ordem pública, favorecida pela ausência de uma resposta mais adequada por parte das autoridades, em especial do Poder Judiciário”.

Na segunda e na terceira instâncias do Poder Judiciário, respectivamente, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) indeferiram a concessão da liminar requerida para a libertação do preso, ao analisarem habeas corpus impetrados pela defesa.

Droga foi localizada em um fundo falso do caminhão (Foto: Polícia Militar/Cedida)Droga foi localizada em um fundo falso do caminhão (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Droga foi localizada em um fundo falso do caminhão (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Primariedade e bons antecedentes

Ao impetrar outro habeas corpus no STF, a defesa do motorista sustentou a inidoneidade dos fundamentos da prisão, tendo-os como genéricos, e apontou a ausência dos requisitos para a preventiva. A defesa também destacou o caráter excepcional da constrição cautelar e as condições pessoais favoráveis do envolvido – primariedade e bons antecedentes. Ainda argumentou que o caso ofendia a Constituição Federal e o Código de Processo Penal.

Ao deferir a liminar no habeas corpus, o ministro Marco Aurélio Mello apontou que “os fundamentos da preventiva não resistem a exame”.

“Inexiste a custódia automática tendo em conta o delito supostamente cometido, levando à inversão da ordem do processo-crime, que direciona, presente o princípio da não culpabilidade, a apurar para, selada a culpa, prender, em verdadeira execução da pena”, argumentou Mello.

“O Juízo considerou a gravidade concreta da imputação. Os malefícios do tráfico surgem como elemento neutro, insuficiente a respaldar o argumento alusivo à preservação da ordem pública. Esta fica vinculada à observância da legislação em vigor. Aludiu ao risco de reiteração delituosa sem revelar dado concreto, individualizado, a demonstrar a indispensabilidade da cautelar. Partiu da capacidade intuitiva, olvidando que a presunção seria de postura digna, ante o fato de o paciente estar submetido aos holofotes da Justiça”, prosseguiu o ministro do STF.

“No tocante ao aumento da delinquência, o combate não há de fazer-se a ferro e fogo, mas mediante política criminal normativa. A problemática da inexistência de vínculo com o distrito da culpa tem solução conforme o disposto no artigo 366 do Código de Processo Penal. Ainda que, citado por edital, o acusado não constitua defesa técnica, as consequências são apenas a suspensão do processo e do prazo prescricional, devendo a preventiva fazer-se balizada no artigo 312 dele constante. Tem-se a insubsistência das premissas lançadas”, argumentou Mello.

Ao deferir a liminar, Marco Aurélio Mello mandou expedir o alvará de soltura do preso, que estava no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Caiuá. A ordem foi cumprida na última quinta-feira (24), exatos 34 dias após a prisão.

Ainda em sua decisão, Marco Aurélio Mello mandou advertir o motorista da necessidade de permanecer com a residência indicada à Justiça, atendendo aos chamamentos judiciais, de informar eventual transferência e de “adotar a postura que se aguarda do cidadão integrado à sociedade”.

Droga foi localizada em um fundo falso do caminhão (Foto: Polícia Militar/Cedida)Droga foi localizada em um fundo falso do caminhão (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Droga foi localizada em um fundo falso do caminhão (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Fundo falso

A carga de 211,5 quilos de cocaína foi apreendida pela Polícia Militar Rodoviária no dia 21 de julho deste ano, durante fiscalização realizada na base da corporação, no km 75,500 da Rodovia Arlindo Béttio (SP-613), em Rosana (SP). O caminhão conduzido pelo motorista de 53 anos transportava uma carga de milho. No entanto, ao revistar o veículo os policiais militares encontraram 200 tabletes de cocaína escondidos em um fundo falso na cabine do caminhão, com placas de Maringá (PR).

De acordo com o inquérito elaborado pela Polícia Civil sobre o caso, o motorista afirmou nada saber acerca da droga, que apenas havia carregado seu caminhão com grãos na cidade de Rio Brilhante (MS) e que estava seguindo rumo a Paranaguá (PR).

O delegado Ramon Euclides Guarnieri Pedrão, de Rosana, determinou a prisão em flagrante do motorista pela prática, em tese, do crime de tráfico de droga e representou à Justiça pela conversão da medida em prisão preventiva, o que foi acatado pela primeira instância.

“A conduta do indiciado gerou de forma concreta grave abalo à ordem pública. Além do crime a ele imputado ser equiparado a hediondo, a grande quantidade de droga e as circunstâncias em que foi detido denotam que, certamente, está a serviço do crime organizado e, portanto, merece uma maior atenção por parte das autoridades constituídas do Estado. Sabe-se que o tráfico de droga é o móvel para inúmeros outros crimes e principal fonte de manutenção das mais variadas organizações criminosas, merecendo reprimenda à altura, ainda que durante a fase policial e, posteriormente, processual, não lhe devendo ser concedida a liberdade provisória”, relatou o delegado no inquérito policial.

Ainda com o motorista, foi apreendida a quantia de R$ 3.127 em dinheiro.

O Ministério Público ofereceu denúncia contra o motorista por tráfico interestadual de droga e, no âmbito da primeira instância, o caso segue sua tramitação na Vara Única do Fórum da Comarca de Rosana.

Droga foi localizada em um fundo falso do caminhão (Foto: Polícia Militar/Cedida)Droga foi localizada em um fundo falso do caminhão (Foto: Polícia Militar/Cedida)

Droga foi localizada em um fundo falso do caminhão (Foto: Polícia Militar/Cedida)

MEGA ACIDENTE COM 36 VEÍCULOS EM CHAMAS: mortes na Carvalho Pinto em Jacareí, São Paulo

Acidente aconteceu por volta das 7h40 na altura do Km 75; pista permanece interditada sem previsão de liberação.

acidente envolvendo 36 veículos provocou um incêndio na manhã desta quarta-feira (30) e interdita completamente a rodovia Carvalho Pinto (SP-70) em Jacareí (SP).

Ao menos duas pessoas morreram, segundo a Polícia Rodoviária Estadual (PRE). Além delas, os Bombeiros informaram que 20 pessoas feridas foram socorridas.

O acidente aconteceu por volta de 7h40 na altura do km 75, no sentido interior.

A PRE informou que 36 veículos se envolveram no acidente, sendo que 12 carros e dois caminhões foram atingidos pelas chamas. Às 9h10, o fogo estava extinto, de acordo com os Bombeiros.

  
Acidente grave no interior de São Paulo deixa dois mortos

Acidente grave no interior de São Paulo deixa dois mortos

Motoristas envolvidos no acidente relataram que uma fumaça branca, provocada por uma queimada às margens da via, impedia a visibilidade no trecho do engavetamento. Alguns veículos reduziram a velocidade e outros chegaram a parar na via, o que provocou um engavetamento.

Um caminhão que transportava tintas não conseguiu parar e também se envolveu no engavetamento e pegou fogo. Um carro e outro caminhão bateram logo em seguida e diversos veículos não conseguiram parar e deram sequência ao engavetamento. Houve incêndio e explosões no local.

O corpo de uma vítima fatal foi encontrado embaixo da ponte onde aconteceu o acidente. Testemunhas disseram que, sem saber a altura do viaduto, ele pulou ao tentar fugir das batidas. O viaduto tem 28,6 metros de altura. A segunda morte confirmada é de uma pessoa que estava dentro de um carro prensado entre os caminhões. 

Dezenas de veículos se envolveram em acidente na Carvalho Pinto (Foto: Arte G1)Dezenas de veículos se envolveram em acidente na Carvalho Pinto (Foto: Arte G1)

Dezenas de veículos se envolveram em acidente na Carvalho Pinto (Foto: Arte G1)

A via foi completamente interditada no sentido e às 11h30 registrava um quilômetro de congestionamento. Equipes da concessionária, Corpo de Bombeiros e o helicóptero Águia participam do resgate das vítimas e do rescaldo da ocorrência.

A PRE informou que foi implantado desvio para o motorista que utiliza a rodovia. Quem segue de São Paulo a São José dos Campos, o desvio está sendo feita pela SP-65, na altura do km 72.

Vítimas

  • Duas mortes confirmadas;
  • 12 vítimas em estado leve socorridas à Santa Casa de Jacareí;
  • Três vítimas em estado estável socorridas ao Hospital Municipal de São José;
  • Cinco vítimas atendidas e liberadas no local do acidente.  
Bombeiros combatem incêndio após acidente com 36 veículos na Carvalho Pinto

Bombeiros combatem incêndio após acidente com 36 veículos na Carvalho Pinto

Veículos pegam fogo em acidente com mortes na Carvalho (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Veículos pegam fogo em acidente com mortes na Carvalho (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente provoca incêndio em veículos e interdita Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente provoca incêndio em veículos e interdita Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Ao menos 14 veículos pegaram fogo no incêndio (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)

Ao menos 14 veículos pegaram fogo no incêndio (Foto: Reprodução/ TV Vanguarda)

Acidente provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente com 36 veículos provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Acidente com 36 veículos provoca incêndio e morte na Carvalho Pinto em Jacareí (Foto: Divulgação/ Corpo de Bombeiros)

Incêndio em acidente na rodovia Caravlho Pinto (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)

Incêndio em acidente na rodovia Caravlho Pinto (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)

Chamas foram vistas de longe por internauta (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)

Chamas foram vistas de longe por internauta (Foto: Anderson Prado/Vanguarda Repórter)

  • JACAREÍ

Clara Averbuck fala sobre estupro sofrido por motorista de Uber: ‘Como sempre duvidam da vítima’

A escritora Clara Averbuck publicou no início da tarde desta terça-feira (29) um vídeo em seu perfil no Facebook sobre a denúncia de estupro que sofreu de um motorista de Uber. No vídeo, ela aparece com o olho roxo e um machucado na testa. A empresa de aplicativo de transporte baniu o motorista dos seus quadros.

“Estava sumida por motivos óbvios. Fiz um relato de uma agressão que eu sofri e isso viralizou de uma forma que eu não estava esperando. Como sempre vai ter gente duvidando da vítima. Como sempre, vai ter gente dizendo ‘Por que não foi na delegacia? Por que não fez B.O.?”

Clara diz que decidiu não registrar a ocorrência na delegacia. Ela aparece no vídeo com um machucado no rosto que teve quando caiu no chão ao ser derrubada pelo agressor.

“Estão me pressionando para fazer denúncia na delegacia. Essa decisão é minha, não confio no sistema, já fui mil vezes na delegacia, já levei mulheres lá, já vi o tratamento que é dado. B.O. não é um documento mágico do Harry Potter que vai te defender. Não significa que vão prender o cara.”

“Violência sexual é crime que quem tem que provar é a vítima. Eu não tenho sêmen em mim, eu não tenho nada em mim. Eu tenho só essa marca de quando ele me derrubou no chão. Como é que eu vou provar alguma coisa? Não tem como.”
“O cara sabe onde eu moro. Ele parou na rua do lado porque já estava mal intencionado. Então, antes de entrarem nessa ação punitivista, parem e pensem um pouco sobre o sistema. Não adianta espancar estuprador. Não adianta matar estuprador. Estuprador não é monstro. Estuprador pode ser seu vizinho, seu tio. A maior parte acontece dentro de casa por pessoas conhecidas.”

Clara finaliza pedindo para não ser mais procurada para falar. “Tudo o que eu tinha que dizer está dito. Estou mais forte. Vou ficar mais. Ninguém me derruba. ”

Denúncia

Na segunda-feira (29), Clara escreveu em seu perfil no Facebook sobre o estupro sofrido. “Bom, virei estatística de novo. Queria chamar de ‘tentativa de estupro’, mas foi estupro mesmo”, escreveu Clara. “Tava bêbada? Tava. F*-se. Não vou incorrer no mesmo erro de quando eu era adolescente e me culpar. Fui violada de novo, violada porque sou mulher, violada porque estava vulnerável e mesmo que não estivesse poderia ter acontecido também.”

“O nojento do motorista do Uber aproveitou meu estado, minha saia, minha calcinha pequena e enfiou um dedo imundo em mim, ainda pagando de que estava ajudando ‘a bêbada’. Estou machucada mas estou em casa e medicada pra me acalmar”, escreveu.

A Uber disse em nota que “repudia qualquer tipo de violência contra mulheres. O motorista parceiro foi banido e estamos à disposição das autoridades competentes para colaborar com as investigações. Acreditamos na importância de combater, coibir e denunciar casos de assédio e violência contra a mulher.”

Clara disse que ainda não decidiu se vai à Delegacia da Mulher. “Estou decidindo se quero me submeter à violência que é ir numa Delegacia da Mulher ser questionada, já que a violência sexual é o único crime que a vítima é que tem que provar. Não quero impunidade de criminoso sexual mas também não quero me submeter à violência de estado. Justamente por ter levado tantas mulheres na delegacia é que eu sei o que me espera. Estou ponderando.”

“Estou com o olho roxo e a culpa de ter bebido e me colocado em posição vulnerável não me larga. A culpa não é minha. Eu sei. A dor, a raiva e a impotência também não me largam. Estou falando tudo isso para que todas as que me lêem saibam que pode acontecer com qualquer uma, a qualquer momento, e que o desamparo e o desespero são inevitáveis. O mundo é um lugar horrível pra ser mulher.”

No ano passado, Clara postou ter sido vítima de estupro quando tinha 13 anos.

FIM DA LINHA PARA O INTOCÁVEL: MPF-RJ diz que Gilmar ganhou flores do ‘rei dos ônibus’, o bandido que faz a população andar de carro de boi

Barata Filho enviou flores para Gilmar e esposa, diz força-tarefa da Lava-Jato

Procuradores encontraram e-mail com a confirmação do pedido de flores feito pelo empresário

RIO — A força-tarefa da Lava Jato no Rio e procuradores da República da 2ª Região, que atuam no caso em segunda instância, encaminharam ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, um ofício com novas evidências da proximidade entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes e o empresário Jacob Barata Filho.

Após análise de e-mails de Barata Filho foi encontrada uma mensagem com a confirmação de um pedido de entrega de flores ao casal Guiomar e Gilmar no mesmo endereço que consta no aparelho celular do empresário como sendo da esposa do ministro. O pedido de envio das flores foi realizado em 23 de novembro de 2015.

A pedido dos procuradores, em 21 de agosto o procurador-geral suscitou à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, duas arguições de impedimento, suspeição e incompatibilidade do ministro Gilmar Mendes em habeas corpus impetrados pelos empresários Jacob Barata Filho e Lélis Marcos Teixeira.

Janot, enviou no dia 21 deste mês, para a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, dois pedidos de impedimento do ministro Gilmar Mendes, para os casos envolvendo os empresários do setor de transportes Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira.

O procurador-geral da República atendeu a um pedido da força-tarefa da Lava-Jato no Rio, que encaminhou na sexta-feira um ofício solicitando as arguições de impedimento contra o ministro.

O pedido da força-tarefa foi feito após Gilmar conceder habeas corpus para Barata Filho e Teixeira, na quinta-feira. Os dois continuaram presos, porque novos mandados de prisão foram expedidos. Na sexta-feira, contudo, o ministro concedeu nova liminar de soltura.

Os empresários foram presos por conta da Operação Ponto Final, que investiga o pagamento de propinas por parte dos empresários de ônibus a políticos, entre eles o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB) em troca de vantagens.

O ministro, no entanto, não se declarou impedido, e afirmou que a soliticação foi um “ataque pessoal” do procurador-geral.

Por meio de sua assessoria, Gilmar Mendes diz que os requisitos para o impedimento e suspeição não são preenchidos no caso.

“As regras de impedimento e suspeição às quais os magistrados estão submetidos estão previstas no artigo 252 do CPP, cujos requisitos não estão preenchidos no caso”.

JANOT CITA ‘VÍNCULOS PESSOAIS’

No pedido, Janot alegou que “vínculos pessoais impedem o magistrado de exercer com a mínima isenção suas funções no processo”. Além do impedimento, ele pede a anulação do atos do ministro referentes aos dois investigados.

Um dos motivos alegados foi o fato de Gilmar ter sido padrinho do casamento de Beatriz Barata, filha de Jacob Barata, em 2013. O procurador-geral também argumenta que Guiomar Mendes, esposa do ministro, é tia de Francisco Feitosa Filho, que se casou com Beatriz.

Outra alegação é que o escritório de Sérgio Bermudes, onde Guiomar trabalha, ter atuado em processos da Operação Ponto Final representando empresas jurídicas ligadas a Jacob Barata Filho e Lélis Teixeira.

Os procuradores alegaram ainda que Barata Filho é sócio de Francisco Feitosa de Albuquerque Lima, cunhado de Gilmar Mendes, na empresa Auto Viação Metropolitana LTDA.

O ministro tem dito constantemente, inclusive em nota divulgada, por meio de sua assessoria, que não havia motivos para se afastar da Operação Ponto Final. “As regras de impedimento e suspeição às quais os magistrados estão submetidos estão previstas no artigo 252 do CPP, cujos requisitos não estão preenchidos no caso”, informou, por nota. Segundo esse artigo, o juiz não pode atuar em processos em que as partes ou advogados sejam parentes.

O primeiro pedido de suspeição contra Gilmar foi feito na Operação Eficiência, quando o ministro concedeu habeas corpus ao empresário Eike Batista. Os procuradores pediram que ele se declarasse impedido porque o escritório de Sérgio Bermudes advogou para Eike.

Trump e Senado Americano querem FBI no brasil para prender Lula e Dilma

O pagamento de propina da Braskem para a campanha de 2010 foi revelado pelos procuradores americanos.

Foram consultadas fontes que participaram diretamente do acordo da empresa com o MPF e podem relatar o episódio em todos os seus detalhes.

1 – Em 2009, Lula mandou Alexandrino Alencar negociar com Guido Mantega benesses fiscais para a empresa.
2 – Guido Mantega disse que atenderia a Braskem em troca de propina para a campanha de Dilma Rousseff.
3 – O ministro da Fazenda escreveu o valor da propina num pedacinho de papel: 50 milhões de reais.

4 – Os executivos da empresa discutiram o assunto e decidiram pagar a quantia exigida pelo PT por meio do departamento de propinas da Odebrecht.
O Senado dos EUA tem a intenção de intervir militarmente no Brasil Com clara intenção de fazer uma direita receita e provocações política, o senador Joe piton pediu que o presidente Donald Trump para fazer uma “força militar para entrar” no país presidido por Michel Temer, incitado pelo fato do presidente dar apoio a grupos de corruptos e não prender Lula e Dilma.

O direito incitou caos social brasileiro e, apesar das tentativas do governo democrático do presidente Temer para controlar os impulsos do golpe do exterior pretende instalar a idéia de que os Estados Unidos devem intervir no país. Mídia apontam que senador Joe Piton pediu que o presidente Donald trump montar uma “força militar para entrar e conceda a paz no Brasil e, acima de tudo, garantir e proteger o fluxo de negócios para os Estados Unidos, tendo o cuidado destes recursos estratégicos.”

Com o argumento de deplorável para garantir os interesses dos EUA no mundo e para garantir a tensão social causada pelos mesmos interesses que defende o deputado conservador Arizona sugeriu “buscar o apoio de aliados” da Casa Branca para alcançar esse objetivo. O candidato presidencial pediu mobilizar uma frota de navios que os EUA têm na região, e disse que “é hora de acabar com essa pedra no sapato irritante e outros na América Latina. “O governo brasileiro já cobrou uma resposta formal e por escrito à Casa Branca.

Em nota, o Departamento de Estado americano disse na terça-feira que “responderá pelos canais diplomáticos” aos questionamentos do Brasil. O departamento não comenta publicamente as denúncias, mas afirma que os EUA “sempre deixaram claro que reúnem inteligência estrangeira”.

Para o jornalista, o Brasil tem de dar uma resposta “enérgica” e “menos vaga” aos EUA. Segundo Greenwald, o que motiva os EUA a espionar até mesmo aliados é o desejo por poder. “Sempre que os Estados Unidos estão fazendo espionagem o poder deles aumenta muito. Então, para saber tudo o que eles querem fazer, coletam tudo o que for possível.

Mas com certeza é para obter vantagens industriais e também por questões de segurança nacional.”

O jornalista mora no Brasil e namora um brasileiro, David Miranda, que foi parado pela polícia britânica e interrogado por nove horas, quando voltava de Berlim para o Rio de Janeiro no último dia 16.

Notavelmente, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, criticou o cerco em curso dos sectores direito junto com os Estados Unidos para o desenvolvimento do processo revolucionário em seu país por 15 anos sob as tentativas de desestabilização em uma reunião de embaixadores da Comunidade América Latina e Caribe Unidos.

Após denúncia, Moro sairá da Lava Jato em outubro

Um dos principais nomes da Lava Jato, Sérgio Moro contou a amigos que quer encerrar a participação na Lava Jato até o final de outubro, depois das decisões nos processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O juiz federal Sergio Moro, um dos principais nomes da Lava Jato, tem contado a amigos que pretende concluir sua participação na operação até o final de outubro.

O que inclui várias decisões em processos que envolvem o ex-presidente Lula.

As informações são da coluna de Sonia Racy no Estado de S.Paulo.

Moro condenou Lula a nove anos e meio de prisão no chamado caso do triplex de Guarujá, em uma sentença contestada por centenas de juristas no Brasil e no exterior.

Deputado diz que fatos sobre Moro põem sob suspeita toda a Lava Jato

O deputado federal Wadih Damous (PT-RJ) publicou uma nota em que cobra investigação do Ministério Público – “não o do Paraná, por óbvio” – e do Congresso Nacional sobre fatos envolvendo o nome do juiz Sergio Moro divulgados no fim de semana na imprensa.

Segundo informou a jornalista Mônica Bergamo, o ex-advogado da Odebrecht Rodrigo Tacla Duran, investigado na Lava Jato, acusa o advogado Carlos Zucolotto Júnior, amigo de Moro, de vender favores na Operação, como a redução de penas e multas.

“Causa profunda estranheza que o juiz Sérgio Moro assuma a defesa enfática de Zucolotto. Causa espécie que o juiz tenha entrado em contato direto com o amigo para enviar uma resposta à Folha de São Paulo”, comenta o deputado, que diz ainda que os fatos “põem sob suspeita toda a operação Lava jato”.

Leia a íntegra da nota:

Os fatos relatados por Duran são de extrema gravidade

1- Pelo relato, resta incontestável que Moro e Zucolotto são compadres e amigos íntimos e que Zucolotto é ex-sócio da Rosangela Moro (muito estranho ela ter saído do escritório em 2016 quando começaram as primeiras denúncias);

2- De acordo, ainda, com o relato, Zucolotto praticou crimes de tráfico de influência, tráfico internacional de influência, fraude processual e obstrução à Justiça. Se verdadeiros os fatos, Moro e os procuradores seriam cúmplices e por isso precisam ser investigados;

3- Causa profunda estranheza que o juiz Sérgio Moro assuma a defesa enfática de Zucolotto. Causa espécie que o juiz tenha entrado em contato direto com o amigo para enviar uma resposta à Folha de São Paulo.

4- Os procuradores não deram qualquer explicação até o momento;

5- Duran, na verdade, é um doleiro. Por que teria relações com o Zucolotto? Moro diz que ele foi contratado para tirar cópia de um processo. Soa estranho dizer que um doleiro contrata alguém em Curitiba para tirar cópia de processo

6- Moro rejeitou a denúncia que o MPF apresentou contra o Duran;

7- Lula foi condenado por Moro com base na palavra de um criminoso e delator informal – que sequer prestou o compromisso de dizer a verdade.

Em síntese, Moro e os procuradores confinaram diversos acusados na cadeia. Caso se lhes aplique o método que eles mesmos criaram de acusar e julgar, deveriam ser presos imediatamente. Entendo que o Ministério Público, não o do Paraná, por óbvio, e o Congresso Nacional devem investigar esses fatos. Eles põem sob suspeita toda a operação Lava jato.

Wadih Damous – deputado federal e ex-presidente da OAB

Sérgio Moro não quer, de jeito nenhum, que Eduardo Cunha faça delação

Feliz 2032

Sérgio Moro prefere que Eduardo Cunha, 58 anos, não faça delação premiada.

Não só porque considera que ele tem pouco a acrescentar ao que já se sabe da Lava-Jato.

Mas porque prefere que o ex-deputado cumpra a pena atual (devem vir outras) em regime fechado até… 2032.

Nesse caso, a cana dura serviria como exemplo de que, nem sempre, o crime compensa.

Faz sentido.

Fonte: http://blogs.oglobo.globo.com/ancelmo/post/sergio-moro-nao-quer-de-jeito-nenhum-que-eduardo-cunha-faca-delacao.html

Cunha pode ser abandonado por todos os seus advogados

A decisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de partir para o enfrentamento e fazer acusações ao relator da Lava Jato no Supremo, o ministro Edson Fachin, abriu uma crise entre o peemedebista e os diversos escritórios que fazem sua defesa na Lava Jato. Todos os advogados que representam o ex-deputado ameaçaram abandoná-lo.

O criminalista Rodrigo Rios foi o único que, de fato, oficializou a desvinculação. Os demais permaneceram, após um apelo da família do peemedebista.

A ofensiva de Cunha –que acusou Fachin de favorecer a JBS– foi vista como um “tiro na cabeça”.

Aliados do peemedebista lembram que há forte espírito de corpo no STF e que a pressão sobre o ministro deve ter o efeito oposto ao desejado pelo ex-deputado.

Ex-presidente da Câmara, Cunha viu naufragar nas últimas semanas sua tentativa de fechar delação com a PGR — ao menos sob o mandato de Rodrigo Janot.

Ele tem insinuado que fará nova oferta quando Raquel Dodge assumir a Procuradoria. Esqueceu-se, porém, de que caberá a Fachin homologar eventual acordo.

Pois é Brasil, TCU isenta Dilma na compra da refinaria de Pasadena

Uma análise do Tribunal de Contas da União isentou o Conselho de Administração da Petrobras, então presidido por Dilma Rousseff, de ter cometido qualquer “ato de gestão irregular” na compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, em 2006;

O TCU já havia isentado Dilma de responsabilidade no episódio em 2014; de lá para cá, porém, Nestor Cerveró, que conduziu o negócio dentro da estatal, e o ex-senador Delcídio do Amaral fecharam acordos de delação premiada com a Lava Jato e disseram que a ex-presidente chancelou o negócio sabendo de todos os seus problemas; relatório dos analistas do TCU e do Ministério Público de Contas contraria a versão dos delatores e mostra que eles mentiram para prejudicar Dilma.

247 – Em tomada de contas especial que investiga a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, em 2006, auditores do TCU (Tribunal de Contas da União) isentam o Conselho de Administração da estatal, à época presidido por Dilma Rousseff, de ter cometido qualquer “ato de gestão irregular” no episódio.

O tribunal já havia isentado Dilma de responsabilidade no episódio em 2014. De lá para cá, porém, Nestor Cerveró, que conduziu o negócio dentro da estatal, e o ex-senador Delcídio do Amaral fecharam acordos de delação premiada com a Lava Jato e disseram que a ex-presidente chancelou o negócio sabendo de todos os seus problemas.

O relatório dos analistas do TCU e do Ministério Público de Contas contraria a versão dos delatores.

A polêmica começa em 2006, quando a Petrobras faz o pagamento de US$ 360 milhões por metade da refinaria de Pasadena, adquirida um ano antes pela empresa belga Astra Oil por US$ 42,5 milhões.

“Note-se que a carta de intenções não era vinculante para a companhia porque o Conselho de Administração não deliberou, no mérito, sobre a aquisição dos 50% remanescentes de Pasadena”, diz o texto dos auditores. “Assim sendo, não há que se falar em responsabilização de seus membros nestes autos”.

A ex-presidente sempre afirmou que a primeira etapa da compra, em 2006, só ocorreu porque o Conselho de Administração não tinha todas as informações a respeito do trato.

Ao relator do caso, o ministro Vital do Rêgo, os analistas do TCU recomendam a responsabilização, entre outros, de Cerveró e do ex-presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli e propõem que ambos sejam inabilitados a ocupar cargo ou função pública por oito anos.

Moro livrou suspeito que acusa seu amigo e compadre de cobrar propina?

Investigado na Lava Jato, Rodrigo Tacla Duran acusa um advogado e amigo pessoal de Sergio Moro de tráfico de influência. O “amigo” teria intermediado acordo de delação com a equipe de Deltan Dallagnol e pedido para receber parte do pagamento “por fora.

Jornal GGN – Apesar de tratar o advogado Rodrigo Tacla Duran como um bandido, a verdade é que o juiz Sergio Moro não quis transformá-lo em réu na Lava Jato.

A denúncia contra Duran por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa foi apresentada pelos procuradores de Curitiba em 11 de abril deste ano – quando o investigado, que tem cidadania espanhola, já era considerado foragido da Justiça. Nove dias depois, Moro analisou a acusação e decidiu não aceitar a parte que diz respeito ao advogado.

No domingo (27), a jornalista Mônica Bergamo publicou reportagem sobre um trecho vazado de um livro que Duran pretende lançar nos próximos meses. O advogado promete relatar na obra um episódio comprometedor para um “amigo pessoal” de Sergio Moro, o advogado trabalhista Carlos Zucolotto. De quebra, as informações expõem os procuradores de Curitiba.

Segundo os relatos de Bergamo, Duran acusou Zucolotto de “intermediar negociação paralela com a força-tarefa da Lava Jato”. Segundo ele, o amigo de Moro o procurou para oferecer seus serviços em Curitiba alegando que tinha “bons contatos” e que poderia ajudar a construir um acordo de colaboração premiada com o Ministério Público Federal.

Em troca, o amigo de Moro pediu para receber ⅓ dos honorários “por fora”, com a desculpa de que precisava pagar as pessoas que participaram das tratativas nos bastidores.

Antes de Zucolotto entrar em cena, o procurador Roberto Pozzobon teria proposto a Duran uma multa de 15 milhões de dólares para fechar a delação. Pelos relatos no livro, Zucolotto fez algumas “sondagens” e afirmou que poderia “melhorar a proposta”, inclusive usando um “contato” para levar Deltan Dallagnol à mesa de negociação.

“(…) de fato, os procuradores Julio Noronha e Roberson Pozzobon enviaram por e-mail uma minuta de acordo de colaboração com as condições alteradas conforme o que Zucolotto havia indicado em suas mensagens”, assinalou Duran.

Contrariado com a narrativa, Moro entrou em contato com seu amigo pessoal e publicou uma nota no site O Antagonista, na qual diz que não há provas das acusações relatadas e lamenta “o crédito dado pela jornalista ao relato falso de um acusado foragido tendo ela sido alertada da falsidade por todas as pessoas citadas na matéria.”

Em nenhum momento, Moro ou a reportagem da Folha deixam claro que Duran ainda não é réu na Lava Jato, graças à decisão do próprio juiz de Curitiba.

A explicação para isso e os principais fatos envolvendo Duran ocorreram na seguinte ordem:

– Em 5 de julho de 2016, Moro decreta a prisão preventiva e autoriza o bloqueio de bens de Duran, que vinha sendo investigado por offshores para lavar dinheiro para empreiteiras que tinham contratos com a Petrobras. O pedido (busca e apreensão criminal nº 5035144­ 88.2016.4.04.7000) foi feito pelo MPF no âmbito do processo 5048976­28.2015.4.04.7000 – que, segundo o portal da Justiça do Paraná, está em segredo de Justiça.

– Em novembro de 2016, a imprensa deu notícias de que as autoridades, a mando de Moro, bloquearam recursos das contas de Duran.

– Em 11 de abril de 2017, o MPF acusa Duran e outros por lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.

– No dia 20 de abril de 2017, Moro acolhe parcialmente a denúncia, livrando Duran da situação de réu. O argumento usado pelo juiz foi que Rogério Gonçalves, um dos denunciados, já estava preso preventivamente no Brasil, enquanto a situação de Duran exigia um embate com a Justiça da Espanha em torno da extradição. Moro avaliou como um prejudicial à celeridade do julgamento o fato do MPF ter optado por denunciar Duran nessas condições, e decidiu rejeitar esse trecho da acusação.

“Não é apropriado reunir na mesma ação penal pessoas que se encontram em situação processual díspares, sendo necessário imprimir urgência à ação penal contra o acusado preso no Brasil, o que não será possível com outro acusado no exterior”, disse. O juiz sugeriu aos procuradores que apresentem um caso exclusivamente sobre Duran. “Assim, essa parte da denúncia não será recebida e deverá o MPF, querendo, promover ação penal em separado a respeito desses fatos, não sendo apropriado incluí-la na presente.”

– O processo 5015608-57.2017.4.04.7000, que poderia ter Duran como réu, mas não tem, entrou em fase de alegações finais. A ação originária (50565024620154047000), que ainda pode estar relacionada ao advogado, está em segredo de Justiça.
Não consta no portal da Justiça do Paraná outro processo em que Duran seja réu.

– Em 28 de julho, a imprensa divulgou que a Espanha negou a extradição de Duran, mas advertiu que ele poderá ser julgado naquele país com base nas informações enviadas pela Justiça brasileira quando da ordem de prisão preventiva.

Folha ainda expôs que Rosangela Moro e Zucolotto eram sócios, mas Moro afirmou que se tratava de uma “sociedade de advogados sem comunhão de trabalho ou de honorários”, e que Rosangela “jamais trabalhou em processos do escritório do sr. Carlos Zucolotto e vice-versa”.

Uma fonte que atua na Lava Jato em Curitiba afirmou ao GGN, contudo, que “ao que parece” a esposa de Moro “saiu correndo” do escritório em 2016, qando este entrou na mira de investigadores por “prestar serviços para petrolíferas com interesse nos resultados da Lava Jato”.

Zucolotto, por fim, disse que as acusações de Duran são inverídicas e não passam de uma tentativa de implicar Sergio Moro e os procuradores da Lava Jato, com o objetivo de fugir de uma ação penal.

COMEÇOU A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL: Míssil da Coreia do Norte sobrevoa o Japão e cai no mar. Pânico completo no oriente

Míssil balístico se quebrou em três partes e caiu no Oceano Pacífico, segundo NHK. Autoridade japonesa diz que lançamento representou ‘ameaça sem precedentes’.

A coreia do Norte realizou um novo disparo de míssil balístico em direção ao Mar do Japão às 5h57 da manhã desta terça (29, horário local). O míssil saiu de uma localidade próxima a Sunan, alcançou uma longa distância e cruzou o céu do Japão.

Segundo a emissora de TV japonesa NHK, o míssil se partiu em três pedaços e caiu no Oceano Pacífico, a 1.180 kms de Cabo Erimo, em Hokkaido. Ele teria percorrido uma distância de 2.700 km a uma altitude de aproximadamente 550 km.

O primeiro-ministro japonês Shinzo Abe convocou uma reunião de emergência para discutir o lançamento, antes da qual fez uma breve declaração à imprensa. “Nós faremos os maiores esforços para proteger firmemente a vida das pessoas”, disse.

O Secretário-geral do Gabinete do Japão, Yoshihide Suga, afirmou que a proximidade do míssil representou uma ameaça sem precedentes e condenou o lançamento “nos mais fortes termos”.

O presidente sul-coreano Moon Jae-in também convocou uma reunião sobre o assunto.

O líder norte-coreano Kim Jong Un acena durante as celebrações do 105º aniversário de seu avô, Kim II Sung, em 15 de abril (Foto: AP Photo/Wong Maye-E)O líder norte-coreano Kim Jong Un acena durante as celebrações do 105º aniversário de seu avô, Kim II Sung, em 15 de abril (Foto: AP Photo/Wong Maye-E)

O líder norte-coreano Kim Jong Un acena durante as celebrações do 105º aniversário de seu avô, Kim II Sung, em 15 de abril (Foto: AP Photo/Wong Maye-E)

O Pentágono emitiu um comunicado no qual confirma o lançamento de um míssil que sobrevoou o Japão, e afirma que ele não representou qualquer tipo de perigo para os Estados Unidos.

No último sábado (26), a Coreia do Norte realizou o disparo de três mísseis balísticos de curto alcance, também em direção ao Mar do Japão. Segundo o Comando dos EUA no Pacífico, naquele dia o primeiro e o terceiro falharam em seu lançamento e o segundo parece ter explodido quase imediatamente.

 (Foto: Arte/G1) (Foto: Arte/G1)

(Foto: Arte/G1)

Elogio

Há pouco mais de dez dias, o presidente Donald Trump chegou a elogiar o líder norte-coreano Kim Jong-un por sua “atitude sábia” ao afastar a possibilidade de um ataque. Na véspera, Jong-un tinha dito que iria continuar observando as atitudes americanas, em vez de determinar um ataque imediato.

No dia 15 de agosto, o secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson, disse que estava “satisfeito ao ver que o regime de Pyongyang tinha demonstrado certo nível de contenção que não vimos no passado” e até expressou a esperança de um futuro diálogo.

O otimismo foi compartilhado por Trump, que afirmou que respeitava o fato de que “ele (Jong-un) está começando a nos respeitar”. Segundo Trump, “talvez – provavelmente não, mas talvez – algo positivo possa vir disso”.

Um dia depois, no entanto, a agência estatal norte-coreana KCNA informou que o líder tinha ordenado a produção de mais motores de foguetes de combustível sólido e ogivas de mísseis durante uma visita a um instituto científico militar. Além disso, o diplomata Ju Yong Chol afirmou em uma conferência da ONU que o arsenal nuclear de seu país nunca vai entrar na mesa de negociação.

“As medidas tomadas pela Coreia do Norte para fortalecer seu efetivo de defesa nuclear e desenvolver foguetes intercontinentais são justificáveis e uma legítima opção de autodefesa diante de ameaças aparentes e reais”, afirmou Ju em Genebra, fazendo referência às “ameaças nucleares constantes” dos EUA.

“Enquanto a política hostil e as ameaças nucleares dos EUA não forem desafiadas, a Coreia do Norte nunca colocará seu efetivo de defesa nuclear na mesa de negociações”.

Crise com os EUA

A crise entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos se agravou no início de agosto, quando Pyongyang anunciou que pretendia lançar quatro mísseis Hwasong-12 de médio alcance em um ataque nas proximidades da ilha de Guam, território dos Estados Unidos no Oceano Pacífico.

Em reação, Trump prometeu responder “com fogo e fúria como o mundo nunca viu” se o país asiático insistisse nas ameaças. Em resposta, o general Kim Rak Gyom, comandante da Força Estratégica do Exército do Povo Coreano, disse que o presidente americano não tinha entendido. “Diálogo saudável não é possível com um sujeito tão desprovido de razão e apenas força absoluta pode funcionar sobre ele”.

O tom da discussão subiu, com Trump afirmando que que sua ameaça de responder com “fogo e fúria” às provocações da Coreia do Norte talvez não tenha sido “forte o suficiente”. “É melhor a Coreia do Norte começar a agir direito ou ela estará em apuros como poucos países já estiveram antes”, disse.

Por sua vez, os militares norte-coreanos prometeram “destruir sem perdão os provocadores que estão fazendo tentativas desesperadas de sufocar a Coreia do Norte” e afirmaram que os Estados Unidos iriam “sofrer uma derrota vergonhosa e uma condenação final”, caso “persistam em suas aventuras militares, sanções e pressões extremas”.

As tensões pareciam ter sido reduzidas depois que Kim Jong-un, ao receber o plano de ataque a Guam, anunciou que não iria autorizar imediatamente a ação, mas que preferia continuar observando o comportamento e as ações dos EUA.

Em uma mensagem no Twitter, Trump reagiu da seguinte maneira: “Kim Jong-Un, da Coreia do Norte, tomou uma decisão muito sábia e bem fundamentada. A alternativa teria sido catastrófica e inaceitável!”

Delegado é afastado após deixar de prender procurado da Justiça para marcar churrasco com ele em SP

Autoridade policial é investigada pelo Ministério Público, que identificou ao menos 23 atos de improbidade administrativa contra ele.

A justiça de São Paulo afastou o delegado da Polícia Civil Douglas Borguez, então titular da Delegacia Sede de Peruíbe, no litoral paulista, por improbidade administrativa.

Segundo denúncia do Ministério Público, ele beneficiava conhecidos e deixou de prender um homem procurado pela Justiça para participar de um churrasco com ele.

A investigação foi iniciada em agosto de 2016 e concluída em fevereiro deste ano. Escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, permitiram que os promotores pudessem identificar e registrar ao menos 23 atos que configuram ações ilícitas na função de delegado de polícia. O celular do investigado foi apreendido.

Segundo o promotor Thiago Alcocer Marin, o delegado Douglas agilizava investigações para conhecidos e, também, deixava de apurar situações a pedido de pessoas que conviviam com ele. “Constatamos que ele deixava de dar andamento a alguns casos, justamente por solicitação de amigos”, afirmou.

Em um dos atos de improbidade investigados, o delegado chegou a informar falsamente à Justiça que não conseguiu localizar um procurado, sobre quem recaía uma ordem de prisão. “Em conversas com o advogado desse homem que seria preso, eles combinam a participação em um churrasco, os três juntos. Ou seja, ele sabia onde estava”.

Na declaração que remeteu à Justiça, ainda segundo informações da Promotoria, o delegado afirmou que não encontrou o procurado e que não sabia do paradeiro dele. “Ele chegou a afirmar que a equipe o procurou em diversos endereços. Sabemos, porém, que a pessoa nunca chegou a ser presa”, disse. A real motivação ainda é apurada pelo MP.

A Justiça acatou em decisão liminar (provisória) o afastamento, cuja ação civil também é assinada pelo promotor Rafael Magalhães Abrantes Pinheiro. Eles pediram a perda da função pública do delegado e o ressarcimento do dano moral coletivo ocasionado pelas ações dele no exercício do cargo.

Entre os pedidos formulados, também estão a suspensão dos direitos políticos por cinco anos, pagamento de multa de R$ 1 milhão, proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios. “Também houve o pedido de afastamento imediato e indisponibilidade de bens no montante de R$ 1 milhão”.

Por nota, a Corregedoria da Polícia Civil afirmou que o delegado foi afastado em razão da ação civil pública de um caso de improbidade administrativa. Ainda no comunicado oficial da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), a tramitação do caso também é acompanhada pelas equipes da pasta.

Após atuar em Peruíbe entre 2015 e 2016, no início deste ano, o delegado investigado havia sido transferido para a Delegacia Sede de Itanhaém, também no litoral paulista. Ele de onde foi afastado do distrito policial há duas semanas e está proíbido de exercer funções relativas à delegado de policial, após decisão da Justiça.

O G1 entrou em contato com o delegado, que não quis se pronunciar. O advogado dele, Armando de Mattos Junior, considera a decisão prematura. “Ele foi afastado sem poder se defender. Isso recai sobre o nome dele, que sempre honrou, não só pelo profissional que é, como, também, pelo nome da Polícia Civil”, pontuou. Eles tentam reverter a decisão.

No lançamento do filme da Lava-Jato Moro é ovacionado pelo público, choro e reconhecimento de um herói nacional

Sessão de longa em Curitiba reúne a cúpula da operação: sala de cinema foi abaixo com aparição do japonês da Federal na tela

CURITIBA – Do outro lado do corredor do Park Shopping Barigui dava para sentir o perfume dos convidados da noite de pré-estreia do filme “Polícia Federal – A Lei é para Todos”, em Curitiba. Clientes observavam a movimentação atípica de cinegrafistas e fotógrafos, enquanto a elite do Judiciário Federal curitibano chegava à sessão do primeiro filme da Lava-Jato, nesta segunda-feira.

Nesta noite, o longa ocuparia as oito salas do complexo, mas juízes, delegados e elenco do filme tomariam apenas uma delas, justamente a mais cobiçada, onde se sentariam mais tarde, na companhia das mulheres, os juízes de Curitiba, Sergio Moro, e do Rio, Marcelo Bretas, na primeira aparição pública traduzida em apoio mútuo, como dupla.

– Se jogarem uma bomba na sala 5… imagine o luto. Deve ser por isso que a pulseirinha é preta – brincava em uma rodinha de colegas o juiz Marcos Josegrei da Silva, o segundo mais pop da Vara Federal de Curitiba, à frente de operações como “Hashtag” e “Carne Fraca”.

Uma hora antes da sessão, boa parte do elenco circulava entre jornalistas de política e cobertura criminal convidados pela produção do filme.

– Cada delegado que aparece no filme, na verdade, é a junção de vários delegados – apressava-se em explicar o ator Bruce Gomlevisky, cujo personagem é idêntico ao delegado da vida real Márcio Anselmo, um dos principais nomes da Lava-Jato.

Quem é quem no filme ‘Polícia Federal’

  • Polícia Federal ao lado do delegado Igor de Paula Foto: Reprodução

    Antonio Calloni

    O ator interpreta Ivan, que é retratado como um delegado competente. É um dos principais investigadores da Lava-Jato e narrador do filme. Segundo a produção, ele não acredita em heróis, e sim em “figuras fundamentais para a operação”.

  • Bruce Gomlevsky e o delegado Márcio Anselmo Foto: Reproduçao

    Bruce Gomlevsky

    Bruce Gomlevsky vive o delegado Júlio Cesar. É bastante próximo da delegada Beatriz (Flávia Alessandra). É um dos “mocinhos”, sendo retratado como um profissional transparente e esforçado.

  • Ary Fontoura viverá Lula no filme Polícia Federal – A lei é para todos Foto: Reprodução

    Ary Fontoura

    O ator interpreta o ex-presidente Lula. Uma das cenas rodadas recria a sua condução coercitiva pela Polícia Federal, em março de 2016.

  • Marcelo Serrado vive o juiz Sergio Moro no filme ‘Polícia Federal’ Foto: Reprodução

    Marcelo Serrado

    Marcelo Serrado vive Sergio Moro, juiz que que ganhou notoriedade internacional por estar no comando do julgamento dos crimes identificados na Operação Lava-Jato. Para uns (incluindo o ator), é um herói nacional. Outros o acusam de parcialidade.

  • João Baldasserini ao lado do delegado Maurício Moscardi Foto: Reprodução

    João Baldasserini

    Segundo os produtores, Vinicius, interpretado por João Baldasserini, é uma fusão de “várias figuras importantes da operação”, mas a principal inspiração veio do delegado Maurício Moscardi, coordenador da Lava-Jato na Polícia Federal.

  • Flávia Alessandra vive a delegada Erika Marena Foto: Reprodução

    Flávia Alessandra

    A atriz vive a delegada Erika Marena. É outro personagem inspirado em “pessoas importantes”, sem uma referência específica. De acordo com os produtores, ela dá voz “a todas as mulheres que fazem a diferença na polícia”.

  • O ator Leonardo Medeiros, o Nando da novela “Em família” Foto: Divulgação

    Leonardo Medeiros

    Leonardo Medeiros interpreta um “importante empresário envolvido na Operação lava-Jato”. Sim, é ele mesmo: Marcelo Odebrecht. Na vida real, foi condenado a 19 anos de quatro meses de prisão, em regime fechado.

Apontando para o ator Antônio Calloni, que vestia anéis de prata, sobretudo de couro preto e ar “sombrio” dos pés à cabeça, a hoteleira Bruna Lopes, de 27 anos, confundiu-se:

– Olha ali o Sérgio Moro do filme, de frente pra gente! – disse a uma amiga.

O Moro do filme era outro: o ator Marcelo Serrado, que não apareceu na pré-estreia. Bem como Ary Fontoura, o intérprete do ex-presidente Lula.

‘DEBATE ADULTO’

O juiz Sergio Moro chega para a pré-estreia do filme sobre a Lava-Jato – Geraldo Bubniak/O GLOBO

Calloni interpretou um investigador com traços parecidos com o do delegado Igor de Paula, que coordenava a força-tarefa da PF na Lava-Jato.

– Fascinante, objetivo, cauteloso. Um personagem delicioso que vai ficar em minha memória – descreveu Calloni, ao falar do colega policial. O ator exaltava propósitos do filme: divertir a todos, já que se trata de “thriller de excelente qualidade”; e provocar um debate adulto, “porque somos latinos, não somos violentos”.

– Um debate adulto? – perguntou um repórter.

– O adulto é o contrário do infantil – explicou. – O infantil é o xingamento, é a palavra de ordem vazia, é a falta de argumento, é a violência. O debate adulto discute ideias de uma maneira inteligente. Não gostar e não concordar faz parte do show.

O ex-presidente Lula parece ser o alvo mais nítido de “Polícia Federal – A Lei é para todos”. Mas elenco e diretor negavam que fosse essa a intenção.

– É um filme que fala sobre a Lava-Jato. Não é um filme contra o PT, contra o PSDB. Não é um filme contra ninguém – diz Calloni.

Diretor das comédias “Até que a Sorte nos Separe 3”, “Qualquer gato vira-lata 2” e “Um sortudo suburbano”, o diretor Marcelo Antunez rechaçou a ideia de viés político-partidário:

– A questão da corrupção não vem de agora, isso é óbvio, só não enxerga quem não quer. É um problema que nós convivemos com ele, infelizmente desde que o Brasil foi descoberto.

Ele citou o recorte cronológico do filme, que foi até março de 2016, como responsável por percepções equivocadas. E promete mais dois longas sobre o tema.

– Até março, poucos partidos que estavam ligados vieram à tona. Logo na sequência outros partidos vieram. É muito claro que este não é um problema do PT. De longe, acho que isso é um problema da política.

Conduzido sem o apoio de leis de incentivo, o filme é obra de um investimento de R$ 16 milhões dividido entre duas dezenas de investidores ocultos.

– Posso dizer que são pessoas físicas do circuito Rio e São Paulo. Não há empresas – limitou-se a dizer o produtor Tomislav Blazic.

PIPOCA E JAPONÊS DA FEDERAL

O juiz Marcelo Bretas come pipoca ao lado do colega Sergio Moro durante exibição do filme da Lava-Jato – Geraldo Bubniak/O GLOBO

Quinze minutos antes da sessão, Moro e Bretas chegaram juntos pelo tapete vermelho e evitaram dar entrevistas. Sentados lado a lado, já instalados na sala 5, beberam refrigerante no canudinho.

Os dois se conheceram há dois anos, quando o juiz carioca viajou a Curitiba para se inteirar sobre a Lava-Jato e receber material extra de processo desmembrado para o Rio a pedido do Supremo Tribunal Federal (STF). Uma relação de confiança se solidificou.

O procurador do Ministério Público Federal (MPF), Deltan Dallagnol, chegou e encontrou a mulher Fernanda Dallagnol, em rara aparição pública e cercada por amigas.

– Um filho nascendo, sensacional! – entusiasma-se o procurador ao ser apresentado à mulher de um conhecido que está na plateia.

Duas fileiras atrás, Nereus Milaneze, de 81, provoca antes mesmo do filme começar, dizendo que “a narrativa do PT são as pós-verdades”.

– Meu filho é delegado, o Sergio Moro já foi lá em casa várias vezes. Sempre foi simpático, mas sem muita intimidade, com aquela reserva, o sorriso pequeno – descreveu o professor aposentado, pai de Roberto Milaneze, à frente do gabinete da Secretaria de Segurança Pública do Paraná.

Moro tem semblante sério na descrição do pai do amigo ou como personagem do filme, onde não esboça sorriso. Na vida real, antes da sessão de cinema, parece à vontade, acenando para colegas de jurisdição.

Depois de um breve discurso de produtor e diretor, o filme começa com um preâmbulo sobre a corrupção “que chegou no país nas caravelas de portugueses” .

“Desde que existe a caneta existe a corrupção”, e mais: “o poder está em quem assina, para o bem o para o mal”.

A sala 5 vai abaixo quando o japonês da federal real aparece fazendo uma ponta no filme. As risadas também aparecem quando Ary Fontoura imita pela primeira vez a voz característica do ex-presidente Lula.

Lava-Jato: Veja mais imagens da pré-estreia do filme

  • O juiz Sergio Moro entra na sala de cinema onde foi exibida a pré-estreia do filme sobre a Lava-JatoFoto: Geraldo Bubniak/O Globo

  • Desde a sua chegada ao cinema e durante toda a exibição do filme “Polícia Federal – a lei é para todos”, Moro foi tietado pela plateiaFoto: Geraldo Bubniak/O Globo

  • O juiz Marcelo Bretas chega à sala de cinema cercado pela imprensa e por diversos segurançasFoto: – / Geraldo Bubniak/O Globo

  • Com segurança reforçada, o juiz Sergio Moro chega ao cinema acompanhado de sua mulherFoto: Geraldo Bubniak/O Globo

  • Parte do elenco que protagoniza o filme sobre a Lava-Jato, obra de um investimento de R$ 16 milhões dividido entre duas dezenas de investidores ocultosFoto: AGB Geraldo Bubniak / Geraldo Bubniak/O Globo

O filme busca ser didático. Tanto na explicação sobre engenhosos crimes financeiros, quanto na luta contra ser rotulado a favor de A ou B.

– Quem vai mudar o Brasil não é a Lava-Jato. São as milhões de pessoas indo às ruas, votando e decidindo em qual rumo vão levar o país. E quando me perguntam quando isso tudo vai acabar, quem falou em acabar? Nosso trabalho está só começando – diz o personagem principal.

DISCRIÇÃO

Questionado se gostou do que viu, o juiz Marcelo Bretas é breve:

– Excelente filme.

Ele desce a escada ao lado de Moro, que avista a atriz Flávia Alessandra. Estão os dois vestidos de preto.

– Muito obrigada, que honra… – diz a atriz, sorrindo para Moro, que devolve a gentileza:

– Vou ficar devendo a foto, só, porque a gente tá mais discreto, aqui – ele diz, apresentando a esposa.

– Eu sei – a atriz consente.

Uma repórter pergunta a Moro se ele gostou do filme.

– Vou ficar devendo um comentário.

Atualmente vivendo como corregedor da PF de Vitória (ES), depois da sessão o delegado Márcio Anselmo recebe um convite do coordenador da Lava-Jato para regressar à equipe.

– Você tirou um ano de descanso, um ano sabático, agora está na hora de voltar – sugeriu Igor de Paula.

– Meu sabático ainda vai acontecer, e vai ser na Europa – brincou Anselmo.

Embora não seja o narrador da trama, o delegado é o mais exposto em dramas profissionais e pessoais. Chorou um bocado durante a sessão.

– Márcio parecia que tava vendo aqueles filmes de tristeza absoluta. Ele achou que fosse Titanic – comentou em tom de brincadeira o delegado Maurício Moscardi.

Ninguém mencionou em discurso o fim da força-tarefa Lava-Jato da PF em Curitiba.

Seja brasileiro e deixe sua opinião: alguém atura essa merda? Fim do horário eleitoral pode gerar economia de R$ 1,8 bilhão ao governo, diz Ronaldo Caiado

Um projeto de autoria do senador Ronaldo Caiado (DEM) pretende acabar com o horário eleitoral obrigatório já no próximo pleito, em 2018.

O texto prevê o redirecionamento dos recursos para um fundo destinado ao financiamento de campanhas.

Pelo projeto do democrata, apenas as emissoras públicas permaneceriam obrigadas a transmitir a programação. Deste modo, os recursos das isenções fiscais que são concedidos aos canais privados para a veiculação das propagandas seriam realocados ao fundo especial.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, Caiado explicou que é preciso adequar a eleição dentro da realidade do Brasil neste momento. “É incompatível que teremos condições de gastar o que se gastou em 2014”, afirmou.

Segundo Caiado, o dinheiro economizado com essa medida seria algo na casa de R$ 1,8 bilhão. “Isso seria transferido para o fundo e, aí sim, financiaria a campanha de 2018”.

Para ele, a proposta é um contraponto à ideia de criação de um fundo de R$ 3,6 bilhões, que tem tido muita rejeição social.  O projeto também prevê que a distribuição dos recursos seja feita de acordo com a proporção dos partidos na Câmara e com a escolhas dos próprios eleitores ao partido ou candidato de sua preferência.

Questionado se o fim da propaganda não afastaria os candidatos da população, Caiado afirmou que nada se constrói nos horários eleitorais obrigatórios e são os debates que mostram os candidatos à sociedade, bem como o uso de redes sociais e concessão de entrevistas à imprensa.

“Eu sei que é momento de transição, mas temos que cortar tudo o que amanhã possa parecer ou dar margem a ser caixa dois. E nada mais dá caixa dois que tempo de televisão”, disse.

Financiamento 

Para o senador, as campanhas devem ser mais “pé no chão” e com foco em participações em debates e entrevistas para veículos da imprensa, além de utilização de redes sociais como forma de evitar o horário eleitoral de televisão.

Caiado defendeu que se tenha, portanto, uma campanha limitada financeiramente e que se possa fazer um bom trabalho em participações mais ativas e “não assumir um caráter que está tomando conta da política nacional”.

Questionado como seriam pagas as campanhas dos políticos, o democrata disse que é preciso separar os envolvidos em escândalos de corrupção daqueles que são nomes idôneos: “se a pessoa quer votar em uma pessoa ligada a ilícito ou que foi financiada por um fundo criminoso, infelizmente, temos que ter mecanismo de Estado capaz de inibir essa prática no País.

Precisamos evitar, no entanto, que toda a Casa fique sob judice”.

Confira a entrevista completa:

Lula, bêbado como uma porca diz: ‘Meninos da Lava Jato são responsáveis por morte de Marisa’

Mulher do ex-presidente havia sido denunciada duas vezes pelos procuradores que integram a força-tarefa de Curitiba

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) atribuiu aos procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato a responsabilidade pelo acidente vascular cerebral (AVC) que causou a morte de sua mulher, Marisa Letícia Lula da Silva. A ex-primeira-dama morreu em fevereiro, após ficar dias internada para tratar de um aneurisma (má-formação de um vaso sanguíneo) no cérebro que se rompeu devido a um quadro hipertensivo.

“Esses meninos da Operação Lava Jato têm responsabilidade na morte dela. Acho que tem. Você não pode dedicar uma vida inteira a cuidar dos filhos, a fazer política de solidariedade, e de repente ser taxada de corrupta da forma mais banal possível, da forma mais cretina possível. Não tem explicação. Esses meninos criaram uma mentira, fizeram Power Point da mentira, e agora não sabem como sair da história”, disse Lula à rádio 95.1 FM, de Currais Novos, no Rio Grande do Norte.

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No enterro de Marisa, o ex-presidente disse que a mulher havia morrido triste “por conta da canalhice e da maldade do que fizeram com ela”. “Os facínoras tenham um dia a humildade de pedir desculpas”, afirmou.

Marisa era ré em duas ações penais. Na primeira, ela era acusada de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por uma reforma feita pela construtora OAS em um tríplex no Guarujá, que supostamente pertenceria a ela e a Lula. O ex-presidente foi condenado a nove anos e meio de prisão pelo juiz federal Sergio Moro por conta das acusações referentes a esse processo.

A segunda denúncia dizia respeito às relações do casal com a Odebrecht – segundo a procuradoria, a empreiteira beneficiou o petista em dois momentos: na compra de um terreno para o Instituto Lula (que nunca foi usado para isso) e na aquisição de um segundo apartamento, contíguo à cobertura onde o ex-presidente vive, em São Bernardo do Campo.

Lula repetiu na entrevista outras críticas que já vinha fazendo à imprensa e à Lava Jato durante a sua caravana pelo Nordeste, tradicional reduto político do PT. “É muito difícil você construir tudo o que construímos nesse país para meia dúzia de meninos — que tem como único serviço prestado à nação o concurso que fizeram — tentar destruir tudo”, disse.

O ex-presidente afirmou novamente que não há provas de atos ilícitos contra ele. “Tenho cinco inquéritos para responder. Eles inventaram cinco mentiras e, agora, tenho que gastar dinheiro com advogado e perder tempo indo a Brasília e a Curitiba, por causa da desfaçatez de uma banda do Ministério Público, sobretudo daquele pessoal da Lava Jato.”

A caravana de Lula terá fim no dia 5 de setembro, em São Luís, no Maranhão. O ex-presidente diz que a viagem não tem caráter eleitoreiro, mas tem repetido em discursos o desejo de concorrer à Presidência da República em 2018. Caso seja condenado em segunda instância no processo do tríplex, no entanto, o petista poderá ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa e terá a candidatura inviabilizada.

Janot revela toda a sacanagem do Brasil em livro: os bastidores das delações dos ladrões do Brasil

Procurador-geral, que deixa o cargo em 17 de setembro, disse que as investigações da Lava Jato não podem ser eternas e negou que será candidato em 2018

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, declarou nesta segunda-feira que pretende escrever dois livros sobre o seu período de quatro anos no cargo.

No primeiro, tratará de forma mais geral das suas memórias à frente da PGR, enquanto no segundo, ele irá focar as razões que o levaram a decisões importantes no cargo, citando o exemplo do polêmico acordo de colaboração premiada firmado com a JBS.

Ele fica no cargo até o dia 17 de setembro – depois, será substituído por Raquel Dodge. “Muitas das coisas que aconteceram a gente não pode veicular, e não foram veiculadas. Algumas eu poderei contar como memórias, outras terei que esperar um pouco mais para revelar.

Acho que devo isso à sociedade brasileira, que quer conhecer um pouco do intestino de tudo isso”, afirmou, durante um evento do jornal O Globo, no Rio de Janeiro.

Questionado a respeito de uma possível omissão de crimes por parte dos delatores da empresa – entre eles os empresários Joesley Batista e Wesley Batista -, sobretudo relacionados aos governos do PT, o procurador disse que “a responsabilidade é deles [delatores]”. “O que vigora na organização criminosa é a lei do silêncio. Se esse colaborador omitiu crime de alguém, a responsabilidade é toda dele. Uma vez apurado [o crime, ele vai perder a premiação”, afirmou.

Investigação eterna

Sobre o andamento da Operação Lava Jato, Janot disse acreditar que esta não deve ser uma investigação permanente, que precisa ter um escopo fechado e e que já é possível visualizar “até onde a investigação pode ir, e se espera que vá”. “A sociedade brasileira não pode ficar refém de uma investigação eterna”, justificou. Ele disse também que foi um “desgaste” comandar o processo de denúncia contra o presidente Michel Temer (PMDB), que teve autorização recusada pela Câmara.

“Ajuizar uma demanda contra o presidente da República desgasta qualquer cidadão. Ninguém quer ver o presidente da República do seu país ser processado penalmente. O que posso afirmar é que fazemos profissionalmente e tecnicamente o que temos que fazer. Se não fizermos, é prevaricação”, afirmou.

O procurador-geral também comentou as informações de que se prepararia para disputar um cargo eletivo na disputa de 2018, que ele negou e atribuiu a uma forma de “fazer pressão” de opositores.

“Uma das formas de se fazer pressão a encarregados de órgãos de controle é tentar desqualificar sua atuação profissional, tentar vincular ao trabalho que faço hoje um jogo político futuro”, argumentou. “Eu já falei que não sou e não serei candidato a coisíssima alguma, presidente, governador de Minas Gerais, deputado, vereador, nem a síndico de prédio.”

Fazendo coro às declarações recentes do ministro do STF Luiz Fux, o procurador-geral disse acreditar existir sim uma reação do Congresso Nacional contra os avanços das investigações criminais, destacando a votação em que o pacote anticorrupção foi meio para o avanço de uma lei para punir abusos de autoridade.

“A partir do momento em que as investigações prosseguem, reações acontecem”, afirmou, concluindo que “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

Justiça determina que Santander suspenda venda de cartão de crédito. BANCO ESTÁ AGINDO ABUSIVAMENTE CONTRA CORRENTISTAS

Ação da Proteste alega prática abusiva, já que banco passou a exigir valor mínimo de R$ 100 em compras ao mês para que cliente fosse isento de tarifa.

A Juíza Maria Christina Berardo Rucker, da 6ª Vara Empresarial da Justiça do Rio de Janeiro, determinou que o banco Santander suspenda a venda do cartão de crédito Santander Free por considerar que a comercialização viola os direitos do consumidor.

A ação civil pública foi proposta pela Associação Brasileira de Defesa do Consumidor, a Proteste. A entidade alegou que, ao divulgar o produto, o banco garantia que o cliente estaria livre do pagamento de anuidade se, mensalmente, fizesse uma compra de qualquer valor na função crédito.

Mas, segundo a entidade, o banco mudou unilateralmente a oferta do produto, que passou a ter como condição para a isenção da anuidade o acúmulo de R$ 100 em compras no crédito por mês.

A Proteste ressaltou que o Santander “modificou unilateralmente o contrato do cartão de crédito colocado à disposição dos consumidores o que, a princípio, não podia fazer, sob pena de se caracterizar prática abusiva”.

Na decisão, a juíza determina que o Santander pare de vender o produto Santander Free e suspenda a cobrança das anuidades dos consumidores que já tem o cartão, sob pena de multa diária de R$ 50.000.

O Santander foi procurado pelo G1, mas ainda não enviou resposta sobre a decisão judicial.

A um passo do juiz Sérgio Moro Sarney se prepara para “rebolar” em explicações que não existem

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia nesta sexta-feira (25) contra quatro senadores – Renan, Jucá, Garibaldi Alves e Valdir Raupp – e dois ex-senadores – José Sarney e Sérgio Machado.

As denúncias contra os quatro senadores irão para o Supremo Tribunal Federal (STF), em razão do foro privilegiado. O impasse está no caso do ex-senador e ex-presidente da República José Sarney.

Rodrigo Janot requereu que a parte relativa a Sarney seja encaminhada para o juiz Sérgio Moro.

Vamos aguardar a decisão, mas o fato é que Sarney, não obstante os cargos ocupados, atualmente não é detentor de foro especial.

Kakay, o advogado que tem intrínsecas ligações com o PT, e que defende Sarney, tem verdadeiros calafrios quando ouve o nome de Moro. Foge do juiz e, na defesa do ex-presidente, argumenta que ‘a denúncia está baseada numa delação desmoralizada’.

Parece que quem caminha para a desmoralização plena é o próprio advogado, defensor intransigente de causas impopulares e crítico mordaz da maior operação contra a corrupção da história da humanidade.

Sem dúvida, um advogado que tem tudo a ver com o cliente maranhense.

Reabilitada e consolada, Marcela volta à cena e continua torrando o nosso dinheiro com cartão corporativo da presidência

Repentinamente, depois que Joesley foi flagrado em cenas obscenas com o marido, a bela sumiu de cena.

Marcela ficou extremamente abatida com a hecatombe que atingiu o presidente da República.

Todavia, aos trancos e barrancos, Temer conseguiu sobreviver.

Assim, depois desse longo período de afastamento, Marcela está de volta aos holofotes.

O retorno triunfante acontece nesta segunda-feira (28) quando ela participará do lançamento do Programa Nacional do Voluntariado, que tem como uma das principais ações a elaboração de um portal para facilitar instituições sociais a encontrar voluntários para suas atividades.

É ela a responsável pelos ínfimos pontinhos de aprovação que Michel tem nas pesquisas.

Uma senhora elegante, bonita, sorridente e corrupta. Vídeo completo de prefeita recebendo propina choca as redes sociais

Uma senhora elegante, bonita, sorridente e corrupta.

O vídeo é nauseante. Luciane Bezerra, esposa de um ex-deputado estadual, ela foi presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso, tendo deixado o cargo para se candidatar e ser eleita prefeita de Juara (MT).

A cidade é a principal da região noroeste do estado, fica localizada a 730 km da Capital, Cuiabá e possui atualmente uma população superior a 30 mil habitantes.

Dona Luciane, tudo indica, deve estar se esbaldando como prefeita, dedicando-se a arquitetar esquemas espúrios como este delatado pelo ex-governador Silval Barbosa.

Veja o vídeo abaixo e constate a desfaçatez da prefeita.

Um absurdo!

Lívia Martin

A devolução do processo para Bretas, a covardia e o dia em que o rabo abanou o cachorrão

A diferença na atitude dos dois magistrados é notória e revela a distância da postura que separa o juiz federal Marcelo Bretas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes.

O imbróglio envolvendo as duas autoridades teve início quando o ministro resolveu conceder liminar em habeas corpus impetrado pelo empresário Jacob Barata Filho, seu amigo pessoal, compadre, sócio do cunhado e cliente da esposa. Suspeitíssimo!

Tão logo o alvará de soltura de Barata foi emitido, o juiz mandou prender novamente, por outros motivos.

Gilmar ficou possesso. Deu declarações enxovalhando Marcelo Bretas culminando com uma desrespeitosa e infame frase:

‘Não é o rabo que abana o cachorro’.
Na sequência, provavelmente tentando estabelecer e deixar claro a sua suprema autoridade, o ministro liberou outras pessoas que haviam sido presas por determinação do juiz, entre elas o meliante Rogério Onofre, ex-presidente do Detro-RJ.

Assim que Onofre foi colocado em liberdade, o MP apresentou uma gravação onde ele fazia sérias ameaças a delatores. O MP requereu novamente a sua prisão.

Bretas decente, cauteloso, inteligente e sarcástico, não despachou, mandou tudo para o ministro.

Foi ai que Gilmar se acovardou. O ministro não decidiu. Devolveu tudo para Bretas, que, sem titubear, decretou novamente a prisão.

Foi o dia em que o rabo abanou o ‘cachorrão’

Caiu uma bomba em Brasília! Lula não esperava por essa

A procuradora venezuelana Luisa Ortega Diaz, destituída sumariamente pelo ditador Nicolás Maduro, desembarcou em Brasília na madrugada desta quarta-feira (23).

Sua missão principal: relatar os crimes praticados pela Odebrecht e Nicolás Maduro.

Diaz declarou que vai contar tudo aos procuradores brasileiros sobre as fraudes praticadas na contratação da Odebrecht em território venezuelano.

Nos governos Lula e Dilma Rousseff o BNDES foi a ponte para liberar recursos públicos para a empreiteira atuar em território venezuelano.

A obra jamais trouxe nenhum benefício ao Brasil. O banco amarga sérios prejuízos com a falta de pagamento de empréstimos.

Luisa Ortega Diaz alega que veio ao Brasil para participar de um evento promovida pela Procuradoria-geral da República.

Ocorre que se ela retornar ao seu país de origem será presa pela polícia de Nicolás Maduro.

Além de ter sido destituída do cargo, Diaz também perdeu o direito de exercer qualquer cargo público, teve os seus bens congelados e foi impedida de sair da Venezuela.

Ratinho diz que a população quer os militares de volta. O país precisa de um choque de organização. Confira o vídeo

O apresentador Ratinho deu uma entrevista onde afirma que 70% da população brasileira quer a volta dos “homens do botão dourado”.

Ele faz referência aos militares.

Ratinho entende que o anseio pelo volta dos militares é para garantir que o Brasil entrará novamente nos trilhos.

“Nós estamos vendo um país sofrido. Um país que perdeu a ordem. Se perguntar a população hoje se ela quer a volta dos militares ao poder eu tenho certeza que 70% do povo topa”, diz o apresentador.

O vídeo está correndo a internet e ganhando a adesão de diversos internautas que apoiam um choque de ordem na política brasileira.

PROJETO TALOS: EUA PREPARAM SOLDADOS CIBORGUES

As forças policiais e militares ganharão superpoderes com o desenvolvimento de um exoesqueleto inspirado na armadura do Homem de Ferro.

O equipamento, que deve ficar pronto em 2018, é um projeto do Tactical Assault Light Operator Suit (Traje Leve de Operação para Ataque Tático – ou TALOS, na sigla em inglês).

O TALOS contará com sistemas de visão noturna, aumento da mobilidade e proteção antibalas. Além disso, ele potencializará mecanicamente a força de quem o utilizar, transformando-o em um verdadeiro ciborgue em combate (veja mais no vídeo abaixo – em inglês).

Matt Allen, porta-voz do Comando de Operações Especiais dos EUA, explicou ao site Scout Warrior: “O objetivo do projeto TALOS é criar um protótipo para 2018, que, depois, será avaliado quanto ao seu impacto operacional”.

Além disso, pesquisadores do Instituto Tecnológico de Massachusetts (MIT) estão desenvolvendo uma armadura líquida que poderá se tornar sólida, blindando seus usuários com a aplicação de um campo magnético. A armadura contará também com um sistema computadorizado, capaz de transmitir ordens e imagens.

Embora as autoridades militares estejam abertamente otimistas, vários ativistas norte-americanos expressaram sua preocupação quanto ao uso desse tipo de tecnologia, principalmente em um momento de reivindicações raciais e um grande aumento da violência policial.

Tenho esperança em ministros do STF, diz Moro. Em São Paulo, o juiz voltou a defender que um condenado seja preso após decisão de segunda instância

O juiz federal Sergio Moro afirmou que tem esperanças de que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) serão “sensíveis” ao atual quadro de corrupção do país e irão manter o precedente que garante que condenados sejam presos após decisão da segunda instância, independente de recurso ao próprio STF ou ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

“Tenho um grande respeito pelo STF”, disse Moro durante evento da Casa Hunter, ONG que busca uma vida melhor para pacientes com doenças raras, realizado neste domingo em São Paulo.

“Louvo a decisão de 2016 do ministro Teori Zavascki, que foi um passo fundamental para uma mudança mais perceptível no nosso ordenamento jurídico”, afirmou.

Moro falou sobre o assunto quando perguntado sobre as recentes decisões do ministro do STF, Gilmar Mendes, que concedeu habeas corpus a empresários presos após julgamento em segunda instância.

A esposa do juiz, Rosângela Moro, foi homenageada pela Casa Hunter com o prêmio Gente Rara por seu trabalho de destaque em defesa da causa das doenças raras. Moro também participou do evento, com uma palestra sobre corrupção. Durante a exposição, o juiz defendeu a criação de leis mais eficientes, que reduzam as oportunidades para crimes de corrupção, como a redução de cargos de confiança em todas as esferas e instâncias.

Setor privado

Ainda sobre o tema da corrupção, ressaltou a importância de o setor privado resistir ao pagamento de propinas.

Para Moro, existem casos em que empresários são extorquidos por políticos, tornando-se vítimas. Porém, lembrou que na maioria dos casos de corrupção investigados pela Lava-Jato, a relação entre políticos e empresários foi de cumplicidade.

Acusações contra Carlos Zucolotto

Durante a sessão de perguntas dos jornalistas, Moro negou as recentes acusações, divulgadas neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo, de que seu amigo íntimo, Carlos Zucolotto, estaria envolvido em negociações paralelas com a força-tarefa da Operação Lava Jato.

“O relato é absolutamente falso”, afirmou, acrescentando que já disse tudo o que tinha a declarar sobre o assunto.

O advogado Rodrigo Tacla Duran, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016, foi quem acusou Zucolotto de intermediar negociações paralelas dele com a Lava Jato. O advogado trabalhista é amigo e padrinho de casamento de Moro e foi sócio de um escritório com sua esposa, Rosângela Moro.

Zucolotto é também defensor do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima em ação trabalhista que corre no STJ. De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, as conversas de Zucolotto com Tacla Duran envolveriam abrandamento de pena e diminuição da multa que o ex-advogado da Odebrecht deveria pagar em um acordo de delação premiada.

Em troca, segundo Duran, Zucolotto seria pago por meio de caixa dois. O dinheiro serviria para “cuidar” das pessoas que o ajudariam na negociação, segundo correspondência entre os dois que o ex-advogado da Odebrecht diz ter em seus arquivos.