MPF recorre de sentença que condenou Lula em processo da Lava Jato

Força-tarefa pede aumento de pena e condenação por armazenamento do acervo presidencial.

O Mnistério Público Federal (MPF) apresentou nesta segunda-feira (31) recurso contra a sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processo da Operação Lava Jato. O juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e 6 meses por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em razão do triplex no Guarujá e o absolveu em relação ao acervo presidencial.

A força-tarefa pede aumento da pena aos réus do processo e também a condenação de Lula, do ex-presidente da OAS Léo Pinheiro e de Paulo Okamoto, presidente do Instituto Lula, em relação ao armazenamento do acervo presidencial. Leia o documento na íntegra.

Na sentença, Moro diz que há provas de que recebeu propina da empreiteira OAS. Segundo ele, o petista foi beneficiado com um apartamento triplex em Guarujá, no litoral paulista. O imóvel seria entregue ao ex-presidente como contrapartida por contratos fraudulentos que a empreiteira fechou com a Petrobras.

Lula nega as acusações, e na avaliação dos advogados que o representam, Moro teve atuação política na sentença.

Por “falta de prova suficiente da materialidade”, o juiz absolveu Lula das acusações de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo o armazenamento do acervo presidencial numa transportadora, que teria sido pago pela empresa OAS.

Com a crise no Brasil 143 mil voltam ao Bolsa Família e há 525 mil na fila

Mais de 143 mil famílias retornaram ao Bolsa Família neste ano devido ao aumento da taxa de desemprego provocado pela forte crise econômica que se instalou no país. A fila de espera também cresceu.

Ela chegou a estar zerada nos meses de janeiro e fevereiro, mas aumentou gradualmente e atingiu 525 mil famílias. O ministro do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS), Osmar Terra, informou que pretende acabar com a espera ainda em agosto. Mesmo com a restrição orçamentária do governo federal, o ministério teria orçamento suficiente para atender esse público.

Em entrevista ao Valor, o secretário-executivo do ministério, Alberto Beltrame, explicou que a piora da economia fez com que muitas famílias retornassem ao bolsa. Recentemente, os indicadores do mercado de trabalho vêm dando sinais de melhora, mas ainda não estão sendo captados. Dado divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, no segundo trimestre, a taxa de desemprego atingiu 13%. O nível de desocupação foi menor do que aquele registrado no primeiro trimestre, de 13,7%, mas ficou 1,7 ponto percentual acima da taxa apurada entre abril e junho de 2016 (11,3%).

Mesmo com a procura elevada, a quantidade de benefícios do bolsa caiu. Em julho, 12,7 milhões de famílias foram atendidas. No fim de 2016, esse número era de 13,57 milhões. A diminuição, conforme Beltrame, está diretamente relacionada à maior fiscalização e cruzamento de dados dos beneficiários. Segundo ele, ao contrário do que estão dizendo alguns críticos, o governo “não arrochou o bolsa” em um momento em que os brasileiros pobres mais precisam devido ao aumento do desemprego.

Beltrame explicou que a queda na quantidade de atendidos se deve à mudança na metodologia do pente-fino, que agora faz o cruzamento de vários bancos de dados e passou a ser anual (antes era mensal). Isso permitiu que o atendimento das pessoas que realmente precisam, ao contrário do que acontecia no governo passado. Lembrou ainda que o cruzamento de dados comprovou, na prática, que existiam muitas famílias que sub declaravam a renda e, portanto, recebiam o benefício indevidamente.

“Nossa preocupação era de focalização melhor do programa. Havia o entendimento, que se comprovou na prática, que muitas famílias que tinham subdeclarado renda e estavam recebendo indevidamente os benefícios”, afirmou o secretário-executivo do MDS. “A chance de erro e de recebimento indevido caíram muito por conta da melhoria da governança do programa”, complementou.

Com a nova metodologia, segundo ele, foram excluídas 2,8 milhões de famílias do programa em um ano. A maioria justamente por subdeclaração ou omissão de renda. Dessa maneira, 2,169 milhões puderam ingressar, mas que suficiente para atender os brasileiros que retornaram ao programa com a perda do emprego.

Das 143.866 famílias que retornaram ao programa neste ano, 20.458 estão no Estado de São Paulo; 16.781 na Bahia; 13.258 em Minas Gerais; 11.973 em Pernambuco. Os dados estão mais baixos do que os apurados em 2015 e 2016. “Muitos que tinham o Bolsa conseguiram, de certa forma, se emancipar, mas em função da piora da economia eles voltaram a ficar dependentes do bolsa porque perderam o emprego”, contou o secretário-executivo. Ele lembrou que, de 2013 para 2014, 104.704 famílias que retornaram ao Bolsa. Esse valor, com a deterioração da economia, saltou para 423.668 em 2015 e chegou ao patamar recorde de 519.568 no ano passado.

Essas famílias, com a exclusão de quem recebia o benefício indevidamente, acabaram sendo reincorporadas ao programa. Agora, o desafio do governo é acabar com a fila de 525 mil famílias, o que deve acontecer agora em agosto. O pico de famílias aguardando o benefício foi atingido em maio de 2015 (1,919 milhão), mas caiu consideravelmente ao longo dos meses. A fila foi zerada pela primeira vez em janeiro deste ano. Isso se manteve em fevereiro, mas logo em seguida começou a crescer novamente e atingiu 525.088 famílias.

O secretário-executivo disse que o orçamento do Bolsa Família, que para o ano é de R$ 29,4 bilhões, é suficiente para zerá-la. Ele ressaltou que, se houvesse uma decisão fechada pelo governo, os recursos dariam também para conceder um reajuste de 4,6% dos benefícios neste ano. Com uma elevação do valor do benefício daria uma sinalização negativa para o mercado, diante da necessidade de corte de gastos, o Bolsa Família não será reajustado este ano. Recentemente, o ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, afirmou ao Valor que “não há margem, para alta também em 2018”.

No primeiro semestre do ano, foram concedidos 781.801 benefícios do Bolsa Família. No período foram cancelados outros 1,220 milhão de benefícios. Somente em julho, foram 602 mil cancelamentos e 150 mil concessões. As concessões são feitas após todo o processo de fiscalização dos dados das famílias ter terminado e, consequentemente, comprovado que atende aos requisitos de renda. O desafio do programa, de acordo com Beltrame, continua sendo dar condições para que o trabalhador se torne realmente independente do programa. Por isso, deverá ser criada uma linha de microcrédito para empreendedores do programa. A expectativa é de que seja lançado ainda em agosto.

O Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda direcionado às famílias em situação de pobreza (renda per capita mensal entre R$ 85,01 e R$ 170,00, desde que tenham crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos) e de extrema pobreza (renda per capita mensal de até R$ 85,00). Ao entrarem no programa, os beneficiários recebem o dinheiro mensalmente e, como contrapartida, cumprem compromissos nas áreas de saúde e educação.

O valor que a família recebe por mês é a soma de vários tipos de benefícios previstos no programa. Os tipos e as quantidades de benefícios que cada família recebe dependem da composição (número de pessoas, idades, presença de gestantes etc.) e da renda da família beneficiária. O benefício básico é de R$ 85,00 mensais. Já o benefício variável é destinado à famílias que tenham sua composição gestantes, nutrizes (mães que amamentam), crianças e adolescentes de 0 a 16 anos incompletos. O valor de cada benefício é de R$ 39,00 e cada família pode acumular até 5 benefícios por mês, chegando a R$ 195,00. O benefício básico é de R$ 85,00. O valor do benefício médio em julho é de R$ 181,39.

Segundo Beltrame, o Bolsa Família representa 0,64% do Produto Interno Bruto (PIB) e atende 54 milhões de pessoas (25% da população brasileira).

8 em cada 10 eleitores querem a abertura de processo contra Temer. Se isso não acontecer é porque os políticos não querem saber do Brasil, só de dinheiro

Ibope fez a pesquisa às vésperas da decisão da Câmara sobre o futuro da acusação contra Michel Temer, sob encomenda da Avaaz, uma rede mundial de ativistas pela internet. O levantamento aponta que, para 73% dos eleitores,o deputado que votar contra o prosseguimento não deve ser reeleito.

O Ibope ligou para a casa de mil eleitores a partir dos 16 anos para saber o que eles esperam dos deputados na sessão marcada para esta quarta-feira. E 81% disseram o que o governo não quer nem ouvir: que o processo seja aberto. A pesquisa foi encomendada pela Avaaz, uma rede de ativistas que faz mobilização social pela internet em todo o mundo.

E a CBN teve acesso em primeira mão aos dados. Entre os mais jovens, que tem de 16 a 24 anos, a vontade de tocar a investigação para frente é de quase 90% dos entrevistados e 70% dos que tem 55 anos ou mais também pensam assim. A pesquisa reflete a forte expectativa da população sobre o que a Câmara vai decidir. Para 73% dos eleitores consultados, o deputado que votar contra a abertura do processo não merece ser reeleito em 2018.

Ou seja, assumir que é contra ou a favor de Temer vai ter impacto direto no resultado das eleições no ano que vem. O representante da Avaaz, Diego Cassais, observa que a pressão do eleitorado é para que a decisão seja tomada logo enquanto Temer ainda é presidente.

“O que deu para perceber nessa pesquisa é que a população quer saber a verdade sobre Michel Temer. A estratégia dos deputados de dizer que, no dia 1º de janeiro de 2019, o presidente Temer vai poder responder como um cidadão comum na verdade coloca o Brasil em um suspense. Já imaginou chegar em 2019 e perceber que todas aquelas acusações de corrupção foram verdades?”, quetiona Diego.

O levantamento consiste em várias afirmações e as pessoas responderam se concordam, discordam, não sabem ou não querem responder. A maioria disse que vai respeitar a decisão da Câmara, mas sem esconder que vai ficar indignada se os deputados derrubarem a denúncia.

E mais, 79% das pessoas consultadas concordaram com a avaliação de que a denúncia é correta e o deputado que votar contra a abertura do processo é cúmplice, isso mesmo, “cúmplice, da corrupção”. O deputado a favor da denúncia, Júlio Delgado, do PSB, afirmou que a pressão popular pode ditar os rumos desse processo:

“O anúncio do aumento pegou muito mal para quem tinha discurso de blindar o Temer. A brincadeira que surgiu de ‘encha seu tanque e ajude Temer a comprar um deputado’… Em Brasília, hoje, qualquer 24 horas é um eternidade”, explica o parlamentar.

Já Beto Mansur, do PRB, avalia que o parlamentar tem que ouvir a população mas também votar por convicção própria, como ele: “Não é a rede social que vai me mover. Eu já li o processo, a acusação, a defesa e já formei minha opinião. Então, respeito a opinião dos outros, mas a minha opinião já está formada”.

A pesquisa do Ibope, encomendada pelo Avaaz, foi realizada entre segunda e quarta-feira da semana passada. Os entrevistados foram selecionados dentro dos municípios de maneira aleatória. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Governo comemora falta de mobilização popular contra aumento de impostos

Avaliação no Planalto é que não haverá perda de votos contrários à denúncia contra Temer

A escassa mobilização popular contra o aumento de imposto anunciado pelo governo na semana passada teria dado sobrevida ao presidente Michel Temer no Congresso, onde sua base aliada confia que irá enterrar a denúncia por corrupção passiva na votação marcada para a quarta-feira que vem, no plenário da Câmara.

É unânime, entre integrantes do governo, a avaliação de que mais imposto é sempre negativo e “deve ser evitado” mas aliados de Temer acham que o gesto foi uma sinalização política para a base aliada. Teria mostrado que o governo está comprometido com o ajuste fiscal e reforça a autonomia da equipe econômica, apesar de questões políticas.

Há também a expectativa de que o aumento do dinheiro em caixa pode tirar o governo da “paralisia” e facilitar o repasse de verbas para deputados atuarem em suas bases eleitorais.

— Aumento de imposto é sempre uma coisa ruim. Mas, por outro lado, o governo ganha capacidade de investimento e isso anima os deputados porque dá a perspectiva de que haverá liberação de gastos, hoje muito contingenciados — afirmou um ministro, de forma reservada.

O líder do governo no Congresso, André Moura (PSC-SE) reforça a tese. Ele disse que os líderes governistas sondaram os deputados sobre eventuais impactos da medida na votação e concluíram que, devido à falta de reações populares, não deverá haver mudanças nos votos pró-Temer.

— Há essa expectativa de que o resultado do aumento de imposto seja mais investimento. Não tem nenhum tipo de impacto na base, porque a base entende que a equipe econômica trabalha para manter o equilíbrio fiscal e a recuperação econômica. A população não quer saber de aumento de imposto mas não houve grande reação, manifestações, nada disso — afirmou Moura.

O Planalto acredita que o anúncio aumenta a pressão sobre o Congresso para que aprove a reforma da Previdência. Segundo integrantes do governo, o aumento de impostos teve que acontecer porque não havia de onde tirar dinheiro. Nessa lógica, a reforma da Previdência seria essencial para que o aumento no preço da gasolina possa ser revertido mais à frente, caso a economia dê sinais de recuperação.

O PT e seus políticos precisam ser extintos nas eleições de 2018, ou o Brasil não vai sobreviver mais 4 anos

Para o bem de nossa democracia, precisamos agir com rigor e determinação nas próximas eleições para presidente, governador, senador e deputados. Não podemos permitir que a esquerda reassuma o poder político em nosso país.

Bandidos e corruptos à parte, todos devem ter o mesmo tratamento e punição sejam de que partido for, me refiro aqui à linha ideológica comunista seguida principalmente pelo PT, PSOL, PC do B e outros partidos de esquerda.

Recentemente o deputado Paulo Pimenta, do PT – RS, postou alguns vídeos nas Redes Sociais defendendo a ditadura comunista da Venezuela e fazendo ameaças totalitárias ao povo brasileiro.

Nestas ameaças, prometeu aos correligionários do partido vermelho, que não haveria eleição em 2018, caso a candidatura de Lula fosse impugnada pela justiça brasileira.

Esta atitude insana só comprova o viés autoritário e despótico destes partidos que sonham com o dia em que o Brasil se transformará em uma nova Cuba, o que diga-se de passagem, está prestes a acontecer com a Venezuela.

Este final de semana, o psicopata Nicolas Maduro tentará alterar a constituição para eternizar-se no poder.

O povo venezuelano está pagando um alto preço por ter acreditado nestes missionários do apocalipse.

Não podemos cometer o mesmos erros cometidos pelos nossos vizinhos.

O Brasil nem se transformou ainda em uma Venezuela e o deputado Paulo Pimenta já sonha em massacrar e oprimir quem pensa diferente deles.

Que tipo de democracia é esta que a esquerda defende?

As regras só devem ser seguidas quando os seus planos, objetivos e interesses são atendidos?

Fora Cuba, Venezuela, Coréia do Norte, China e alguns outros países comunistas, onde isso mais acontece?

Os brasileiros precisam acordar para este grave perigo que ameaça a nossa liberdade e a nossa democracia.

A luta não será fácil, já que os meios de comunicação de massa, o meio artístico e intelectual estão contaminados por pessoas que defendem este sistema cruel denominado socialismo (na verdade uma designação mais palatável para a palavra comunismo).

Ou o Brasil derruba nas urnas os partidos e os ditadores comunistas brasileiros nas próximas eleições em 2018, ou terá de derrubá-los nas ruas, como vem fazendo o corajoso povo venezuelano, quando o “estômago, encostado na coluna”, começar a doer.

Roberto Corrêa Ribeiro de Oliveira

Venda bem mais barata de combustível da Petrobras no Paraguai é humilhante (veja o vídeo)

Atravessando qualquer uma das fronteiras do Brasil com o Paraguai, o combustível nos postos da Petrobras é vendido por um preço bem inferior ao que é oferecido no Brasil.

Vídeo produzido neste domingo (23), num posto de combustível de bandeira Petrobras, localizado em Salto del Guaira (Paraguai), o frentista informa o preço da gasolina aditivada praticado: R$ 2,52.

Sem dúvida algo inexplicável para o cidadão brasileiro comum, que trabalha, paga os seus impostos e vê o povo do país vizinho sendo beneficiado.

Abaixo, veja o vídeo.

BNDES: 80% para os grandes, 20% para os pequenos e 100% arrancados dos contribuintes

No início deste mês a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados aprovou um projeto que o obriga o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a destinar 20% dos recursos originários da União a empréstimos para micro e pequenas empresas.

Que grande notícia! Agora, o dinheiro oriundo do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), por exemplo, não será dado apenas aos grandes marajás e lobistas da Bodega Brasilis.

Agora o trabalhador pode ficar contente em ser extorquido para colocar dinheiro nas mãos daqueles empresários bem relacionados e lobistas mirins, que só estão começando! Que maravilha!

Agora são só 80% para os Joesleis e Eikes do Brasil.

E o mais interessante, é que esse projeto vem exatamente no mês do aumento de impostos sobre o PIS/COFINS, sendo a principal fonte de recursos do FAT. Ou seja: Agora o trabalhador pode pagar mais, para colocar mais dinheiro nas mãos dos empresários apadrinhados do governo.

Como disse Alexis de Tocqueville:

A República sobreviverá até o Congresso descobrir que pode subornar o povo com seu próprio dinheiro.
Enquanto isso, que linha de ação as turmas “pró-trabalhadores”, defensores da CLT e viúvas varguistas tomarão? É claro que defenderão o FAT – mesmo que tenha sido implementado por políticos que mais tarde formariam a mais alta casta do PSDB (o demônio neoliberal) -, como “mais um direito” do qual o trabalhador não pode abrir mão. É preciso “lutar”! Defendê-lo com unhas e dentes.

No discurso popular, construíram um monopólio moral acusando os opositores dessas práticas nefastas. Na prática foram os responsáveis pelo período de maior crescimento dos laços fascistas/corporativistas entre governo e grandes empresários.

Hoje ou calam-se ou insistem em defender essas instituições bestiais que soam como as justiceiras dos desfavorecidos mas que na prática são as verdadeiras exploradoras daqueles que dizem proteger.

Advogados de Lula, desatentos, não sabiam e foram surpreendidos com bloqueio de bens

O 19º andar do edifício localizado na Rua Padre João Manuel, 755, em Cerqueira César, São Paulo, onde se localiza o escritório dos advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, quase veio abaixo no dia 19 de julho, quando ocorreu o bloqueio de R$ 606,7 mil reais nas contas correntes de seu mais famoso cliente.

Ninguém entendeu nada!

Na sequência, outra informação desastrosa, o sequestro de três apartamentos, um terreno e dois veículos.

E o pior viria no dia seguinte, 20 de julho, com a notícia do bloqueio de R$ 9 milhões em planos de previdência de Lula, junto a Brasilprev, um notável prejuízo financeiro e político.

Preocupados tão somente com a questão política, os advogados de Lula, logo após a publicação da sentença prolatada pelo juiz Sérgio Moro, criticaram sem ao menos se darem ao trabalho de ler.

Tanto é verdade que só foram atacar os tais bloqueios depois que eles foram efetivados e fartamente noticiados pela imprensa.

Moro, mais uma vez, pegou a dupla, quase sertaneja, Teixeira e Zanin no contrapé.

O homem que ia acabar com a corrupção na Petrobras era um devasso por propina, o braço direito da “querida” Dilma….

Aldemir Bendine foi escolhido pela presidente Dilma Rousseff supostamente para reerguer a Petrobras. Esta, pelo menos, foi a satisfação dada ao povo.

Na avaliação da cúpula petista era o homem certo, no lugar certo e na hora certa.

Bendine, na realidade, foi mais uma enganação da era PT. Sua função na Petrobras era qualificar a roubalheira.

Inveterado propineiro e fissurado por cifrões, os petistas imaginaram que o notabilíssimo funcionário de carreira do Banco do Brasil, teria condições de continuar promovendo a distribuição de propina, driblando a Operação Lava Jato, já em pleno andamento.

Subestimaram a força tarefa e superestimaram Bendine.

Tão logo assumiu a presidência da empresa, Bendine deu início aos achaques, com descomunal voracidade, mas deixou rastros.

Perdeu!

Três homens contra Mayara Amaral. Ela está morta. Carbonizada. A polícia embarca na versão dos agressores, VERGONHA E HUMILHAÇÃO PARA TODAS AS MULHERES

A polícia embarca na versão dos agressores, investiga como latrocínio e desconsidera a hipótese de feminicídio. O jornalismo erra junto com ela

O jornalismo está devendo muito às mulheres. Devendo respeito à verdade delas. As informações publicadas na chamada grande imprensa sobre a barbaridade cometida contra a musicista Mayara Amaral, 27 anos, são um vexame. A violonista, que vivia em Campo Grande, foi dada como desaparecida na segunda-feira (24/7). Seu corpo ressurgiu carbonizado na terça. Embora tenha todas as características de feminicídio, de crime horrendo que envolveu três homens, rito machista que subjugou a mulher e abuso sexual seguido de morte, as autoridades do caso conduzem as investigações no escopo do latrocínio — o roubo que se completa na extinção da vida.

Foi preciso que Pauliane Amaral, irmã mais velha de Mayara, se insurgisse contra o tratamento dado por policiais e jornalistas. Só assim soubemos o que aconteceu de verdade. Antes de ela postar seu texto nas redes sociais, nenhum veículo havia usado a palavra feminicídio. Pior, as notícias induziam à versão de uma Mayara que topou uma balada pesada com os estupradores, deu brechas para o triste fim. A escolha de fotos dela para ilustrar jornais físicos e digitais recaiu na linha batom vermelho ou em poses que, no contexto, tentam conferir contornos de frivolidade, volúpia e erotização. Fora dele, as fotos são de uma mulher como todas nós. Uma brasileira comum.

No mínimo, Tiago Macedo, o delegado responsável pela apuração, devia se atentar para isto: um dos três homens presos, Luís Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, não era um estranho, mas alguém com quem Mayara havia saído algumas vezes. Segundo os jornais, Luís é músico e tocava com Mayara. Eles foram a um motel. Ali, um outro homem participou do estupro contra ela. Os acusados disseram que a violonista aceitou. Doutor Tiago Macedo: o senhor não caiu nessa, né? Havia um martelo. Com o qual Mayara fora golpeada até perder os sentidos. Concordo com a pergunta de Pauliane: Se Mayara consentiu com a transa a três, por que um martelo na jogada?

Pauliane diz no texto: “Eis a versão do monstro: minha irmã consentiu em ser violada, eles decidiram roubá-la, ela reagiu fisicamente, e eles, sob o efeito de drogas, golpearam-na com o martelo – ela morreu por acidente.”

O acusado, bem instruído por seu advogado, pode dar a versão que mais gostar. Mas o delegado, não.

Bem, Luís e o amigo contaram que puseram Mayara, morta, no carro dela (um Gol velhusco, de 1992), foram até a casa de um terceiro fulano, dividiram os pertences da violonista (o tal produto do roubo), lançaram o corpo em um matagal perto da estrada e tacaram fogo.  Apenas as mãos da violonista ficaram inteiras, os outros membros viraram carvão.

O trio parece ter convencido o delegado. O veículo Campo Grande News atribuiu estas pérolas a Tiago Macedo: “Neste caso, ao que tudo indica até o momento, não houve homicídio. O que aconteceu ali é que o autor, verificando a possibilidade de cometer um roubo, atraiu a vítima e teve como resultado deste crime, que é um crime contra o patrimônio, a morte da vítima. Nós verificamos que existe uma tendência das pessoas afirmarem que porque uma mulher morreu é feminicídio, mas isso não corresponde ao ordenamento jurídico”.

Ora, se não foi feminicídio, o hediondo crime de ódio contra as mulheres, o que aconteceu, então? E o estupro? Não conta, doutor Tiago? Trata-se de mero detalhe? Dispensa investigação? Não é crime, e sim, consenso!

Três dias após os fatos não li reportagem investigativa. Não foram ouvidos a família, os amigos, os funcionários do motel. Ninguém reconstituiu a trajetória macabra. Os jornalistas esqueceram como se faz bom jornalismo.

Mayara, aos 27 anos, termina carbonizada. Fim dos sonhos, da breve carreira de musicista, que incluiu um mestrado na Universidade Federal de Goiás. Seu tema na dissertação: as mulheres compositoras e intérpretes no violão erudito. Queria dar visibilidade a elas em um mundo ainda muito másculo. Some uma cidadã que podia ir longe, amar muito, desenvolver projetos profissionais, pessoais e familiares…

Foram três homens contra uma mulher. Não vai ficar assim. Haverá uma manifestação em Campo Grande pedindo apuração severa, rigorosa e pena pesada. Outro ato está sendo planejado em São Paulo. Nós vamos apoiar.

Transcrevo aqui o desabafo de Pauliane Amaral, postado por ela nas redes sociais. Trata-se de uma importante reflexão sobre a polícia e o desrespeito que a imprensa reserva às mulheres.

(Arquivo Pessoal/Reprodução)

 

Quem é Mayara Amaral?

Minha irmã caçula, mulher, violonista com mestrado pela UFG e um dissertação incrível sobre mulheres compositoras para violão. Desde ontem Mayara Amaral também é vítima de uma violência que parece cada vez mais banal na nossa sociedade. Crime de ódio contra as mulheres, contra um gênero considerado frágil e, para alguns, inferior e digno de ter sua vida tirada apenas por ser jovem, talentosa, bonita… por ser mulher.

Mais uma vez a sociedade falhou e uma mulher, uma jovem professora de música de 27 anos, foi outra vítima da barbárie de homens que não podem nem serem considerados humanos. Foram três, três homens contra uma jovem mulher.

Um deles, Luis Alberto Bastos Barbosa, 29 anos, por quem ela estava cegamente apaixonada, atraiu-a para um motel, levando consigo um martelo na mochila. Lá, ele encontrou um de seus comparsas.

Em uma das matérias que noticiaram, o crime os suspeitos dizem que mantiveram relações sexuais com minha irmã com o consentimento dela. Para que o martelo então, se era consentido?

Estranhamente, nenhuma das matérias aparece a palavra ESTUPRO, apesar de todas as evidências.

Às vezes tenho a sensação de que setores da imprensa estão tomando como verdade a palavra desses assassinos. O tratamento que dão ao caso me indigna profundamente.

Quando escrevem que Mayara era a “mulher achada carbonizada” que foi ensaiar com a banda, ela está em uma foto como uma menina. Quando a suspeita envolvia “namorado” hiper-sexualizam a imagem dela. Quando a notícia fala que a cena do crime é um motel, minha irmã aparece vulnerável, molhada na praia.

Quando falam da inspiração de Mayara, associam-na com a história do pai e avô e a foto muda: é ela com o violão, porém com sua face cortada. Esse tipo de tratamento não representa quem minha irmã foi. Isso é desumanização. Por favor, tenham cuidado, colegas jornalistas.

Para nossa tristeza, grande parte das notícias dão bastante voz aos assassinos e fazem coro à falsa ideia de que os acusados só queriam roubar um carro. Um carro que foi vendido por mil reais. Mil reais. Um Gol quadrado, ano 1992. Se eles quisessem só roubá-la, não precisariam atraí-la para um motel.

Um dos assassinos, Luís, de família rica, vai tentar se livrar de uma condenação alegando privação momentânea dos sentidos por conta de uso de drogas. Não bastando matar a minha irmã, da forma que fizeram, agora querem destruir sua reputação. Eis a versão do monstro: minha irmã consentiu em ser violada por eles, elas decidiram roubá-la, ela reagiu fisicamente e eles, sob o efeito de drogas, golpearam-na com o martelo – e ela morreu por acidente. Pela memória da minha irmã, e pela de outras mulheres que passaram por esta mesma violência, não propaguem essa mentira! Confio que a Polícia e o Ministério Público não aceitarão esta narrativa covarde, e peço a solidariedade e vigilância de todos para que a justiça seja feita.

Na delegacia disseram à minha mãe que uma outra jovem já havia registrado uma denúncia contra Luís por tentativa de abuso sexual… Investiguem! Se essa informação proceder, este é mais um crime pelo qual ele deve responder. E uma prova de como a justiça tem tratado as queixas feitas por nós, mulheres. Se naquela ocasião ele tivesse sido punido exemplarmente, talvez minha irmã não tivesse sofrido este destino.

Foi tudo premeditado: ela foi estuprada por dois desumanos.

O terceiro comparsa – não menos monstruoso – ajudou a levar o corpo da minha irmã para um lugar ermo, e lá atearam fogo nela, como se a brutalidade das marteladas no crânio já não fosse crueldade demais. Minha irmã foi encontrada com o corpo ainda em chamas, apenas de calcinha e uma de suas mãos foi a única parte de seu corpo que sobrou para que meu pai fizesse o reconhecimento no IML. “Parece que ela fazia uma nota com os dedos”, disse meu pai pelo telefone.

A confirmação veio logo depois, com o resultado do exame de DNA. Era ela mesmo e eu gritei um choro sufocado.

Eu vou dedicar o meu luto à memória da minha irmã, e a não permitir que ela seja vilipendiada pela versão imunda de seus algozes. Como tantas outras vítimas de violência, a Mayara merece JUSTIÇA – não que isso vá diminuir nossa dor, mas porque só isso pode ajudar a curar uma sociedade doente, e a proteger outras mulheres do mesmo destino”  Pauliane Amaral

Temer ganhará porque matou a Lava Jato. A culpa é de cada um de nós que lotamos estádios de futebol e esvaziamos Brasília

Uma coisa tem que ser reconhecida. Dilma deixou a Lava Jato nadar de braçadas porque não tinha nada a temer.

E também porque não sabia como acabar com ela. A Lava Jato cresceu e se transformou num totem. Num tabu. Ninguém pode mexer com a Lava Jato. A Lava Jato passou a ser adorada como o bezerro de ouro na travessia do deserto.

A Lava Jato passou a mandar e a desmandar sob o olhar omisso de Dilma e de seu governo, conspirando, inclusive, contra a presidente sem que ela tivesse outra reação senão o discurso, nada além do discurso.

Faltou a Dilma a percepção de que a presidente era ela e estava acima de um juiz de primeira instância de Curitiba investido do papel de paladino da moralidade.

Faltou a Dilma perceber que deveria de alguma forma estancar a Lava Jato, ainda que tivesse a consciência limpa porque ela conspirava contra Lula, contra ela e contra o PT.

Temer, que derrubou Dilma com a missão de proteger seus aliados da Lava Jato, entrou com a firme decisão de matar a operação. E achou a maneira mais prática e rápida de fazê-lo: tratando a Polícia Federal a pão e água.

Sem verba não tem investigação e sem investigação não há como apresentar um inquérito razoável para Moro. Moro é o ponto final da Lava Jato, mas se não for suprido pela PF fica sem ter o que fazer.

Temer percebeu que não precisava derrubar Moro nem o chefão da Polícia Federal para estancar a sangria, bastava cortar a grana da Polícia Federal.

A Lava Jato acabou.

Os votos que Temer vai receber na próxima semana serão em agradecimento pelo serviço prestado aos votantes até agora e na esperança de que enquanto ele for presidente da República as verbas da Polícia Federal vão chegar, assim como a sua popularidade, próximo de zero.

A opção Maia miou porque ele não deu garantias à maioria corrupta da Câmara de que seria tão diligente como Temer no combate ao combate da corrupção

Temer acaba com Minha Casa Minha Vida, programa vai apenas financiar casas de mais de R$ 2 milhões

Por Fernando Brito, do Tijolaço – Ontem, ao falar do novo corte do orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento – que foi virtualmente destruído – mencionei, sem dar maiores detalhes, que ele incluia o “Minha Casa, Minha Vida”.

Hoje, o professor Fernando Nogueira da Costa, da Unicamp, me socorre, em seu blog,com dados reunidos pelo Valor (reportagem de Edna Simão, dia 10) que demonstra que o programa habitacional também foi destroçado, com ênfase especial no aniquilamento da faixa 1, a voltada aos mais carentes.

Não apenas em recursos mas pelo direcionamento para faixas onde o subsídio é menor ou inexistente do financiamento ainda existente:

As contratações para o público de menor renda (até R$ 1,8 mil), que dependem fundamentalmente de recursos orçamentários, estão cada vez mais escassas e sendo substituídas por modalidades onde há algum tipo de financiamento.

Segundo último balanço do programa disponível, repassado pelo Ministério das Cidades, apenas 1.850 unidades de 110.129 foram contratadas no acumulado de janeiro a abril deste ano por famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil.

O resultado representa uma redução de 51% na comparação com 2016, período em que em que as contratações já estavam aquém das expectativas devido à redução das receitas provocada pela recessão econômica.

Lula, se pretende, como disse hoje, viajar pelo Brasil para ver “o que eles destruíram” vai ter muitos lugares para visitar.

Mestre de direito humilha Moro, que condenou réu da Lava Jato por crime que não existe

Por Sergio Rodas, no Conjur – Ao condenar João Auler, ex-presidente da Camargo Corrêa, à prisão por corrupção ativa e participação em organização criminosa, o juiz Sergio Moro inventou uma forma de responsabilização criminal dos administradores de empresas.

Com esse tipo de medida, o Código Penal vai sendo alterado por jurisprudência, avalia Yuri Sahione, presidente da Comissão de Anticorrupção, Compliance e Controle Social dos Gastos Públicos da seccional fluminense da Ordem dos Advogados do Brasil.

Nesta quarta-feira (26/7), no evento Efeitos da operação “lava jato” para as sociedades empresariais, ocorrido na sede da OAB-RJ e organizado pela entidade e pelo Instituto dos Advogados Brasileiros, Sahione disse que essa condenação de Moro não possui apoio em nenhuma lei.

Conforme relatado por delatores da “lava jato”, certo dia, o ex-deputado federal José Janene (PP-PR) invadiu a sede da Camargo Corrêa, em São Paulo, e cobrou de Auler o recebimento de uma parte da propina que seria paga pela empresa para obter um contrato com a Petrobras. O então presidente da empreiteira declarou que não respondia pela área de óleo e gás, e o encaminhou para o diretor dela.

Para Sergio Moro, isso prova que o executivo não tomou medidas para esclarecer a informação de que havia corrupção na empreiteira. Segundo o juiz federal, se a Camargo Corrêa realmente fosse vítima de extorsão, procuraria a polícia. O fato de não o fazer, a seu ver, demonstra que ela estava corrompendo agentes públicos.

Essa condenação tem diversos problemas, apontou Sahione. O primeiro deles é que, fora João Auler e José Janene, que morreu em 2010, todos os demais envolvidos no caso — os ex-diretores da construtora Dalton Avancini e Eduardo Leite, o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa e o doleiro Alberto Youssef — haviam firmado acordo de delação premiada. E não é possível condenar alguém apenas com base em depoimentos de colaboradores, já que não havia outro tipo de prova no caso.

Além disso, os fundamentos da condenação não indicam precisamente a conduta que Auler praticou, alegou o advogado. Na visão de Sergio Moro, ele cometeu crime ao se omitir em promover atos de investigação interna na empresa, já que ele sabia da corrupção relacionada à Petrobras.

Só que isso vale para compliance, não para Direito Penal, opinou o integrante da OAB-RJ. “Se isso fosse uma auditoria interna, daria para puni-lo [João Auler]. Mas usar esse parâmetro como modelo de responsabilização criminal que não está previsto em nenhuma legislação não é possível”, destacou Sahione. Ele ainda criticou como as decisões judiciais vêm alterando as leis penais.

Sem diálogo
O criminalista João Carlos Castellar, por sua vez, criticou a imposição da delação premiada no Brasil. De acordo com ele, era preciso antes ter promovido um amplo diálogo com a academia e profissionais do Direito para estudar os efeitos que o instrumento teria no sistema penal do país.

O Brasil seguiu o modelo dos EUA, imposto em convenções internacionais contra o tráfico de drogas, ressaltou Castellar. Mas lá o procedimento é transparente e sujeito a controle jurisdicional, ao passo que aqui é tudo secreto, declarou o advogado.

Responsabilidade empresarial
Já o procurador do estado do Rio de Janeiro Rodrigo de Oliveira Botelho Corrêa afirmou que acionistas, controladores e administradores de empresas envolvidas em corrupção devem responder por tais atos se tiverem participado deles.

Concorrentes que foram prejudicados na disputa por contratos públicos também poder processar essas companhias por concorrência desleal, afirma Corrêa.

Alberto Afonso Monteiro, que é consultor da Federal Trade Commission, nos EUA, disse que empresas relacionadas a esse país podem também responder lá por atos de corrupção, como determina o Foreign Corrupt Practices Act.

De acordo com Monteiro, os EUA intensificaram as ações desse tipo a partir dos anos 2000, e não só por corrupção, mas também por descumprimento de regras contábeis.

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Pais de jovem que transmitiu morte ao vivo são encontrados mortos em casa

Dois dias após a estudante de Ciências Sociais Bruna Borges, de 19 anos, transmitir ao vivo a própria morte no Instagram, os pais da jovem foram encontrados mortos na garagem da residência, em Rio Branco, no Acre. A Polícia Civil acredita que o subtenente Marcio Brito, de 45 anos, e a ex-sargento Claudineia Borges, de 49, tenham tirado a própria vida.

Os corpos do casal foram encontrados por volta das 14h da tarde (horário de Brasília). A polícia foi acionada após uma ligação para a central de informações. Os corpos foram encontrados por uma parente do casal. De acordo com o Secretário Adjunto da Polícia Civil, Josemar Portes, não há evidências de que as mortes tenham sido causadas por uma terceira pessoa. No entanto, a polícia também trabalha com a possibilidade de que um dos dois possa ter assassinado o outro e tirado a própria vida em seguida.

— Essa hipótese é improvável, mas as investigações estão em curso. Certeza mesmo só com a conclusão do inquérito. A princípio foi duplo suicídio. Não há nenhuma evidência de que uma terceira pessoa tenha cometido um crime ou auxiliado. O casal foi encontrado na garagem da mesma casa onde a filha se matou — disse.

Um inquérito foi instaurado para apurar a morte dos pais de Bruna. O casal deixou bilhetes, mas o conteúdo não foi divulgado pela polícia. Segundo o secretário Josemar, o casal já havia sido ouvido após a morte da filha e estava muito abalado.

— Eles estavam em choque. Não demonstraram qualquer indício de que poderiam fazer isso. Mas estavam muito abalados psicologicamente. Para um pai e uma mãe, o que aconteceu não é simples de lidar — disse.

Bruna e os pais moravam juntos no Acre, e familiares do casal estão a caminho de Rio Branco.

Filha transmitiu própria morte no Instagram

Nesta quarta-feira, a estudante de Ciências Sociais Bruna Borges, filha do casal, transmitiu, ao vivo, a própria morte no Instagram. Pouco antes, a jovem chegou a publicar em seu Facebook a mensagem “Ja viram alguém morrer ao vivo?”.

Bruna foi encontrada morta dentro de casa. Em publicações feitas por ela dias antes, Bruna dizia que estava muito mal e que havia sido “abandonada”. Ela também relatou ter sido traída por sua melhor amiga.

Bruna Borges transmitiu a própria morte no Instagram

Lula: “Propina é uma palavra inventada pelo MP e empresários para culpar políticos”. Ex-presidente Lula diz que Ministério Pública inventou à palavra propina, para transformar doações em algo criminoso

Quem nunca gostou de assistir uma boa comédia, como os Três Patetas, Jarry Lewis, ou até mesmo às piadas do Standap Whindersson Nunes, que possui mais de 21 milhões de inscritos no YouTube.

Mas ter quer ver o futuro presidiário, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fazendo comédia com à palavra “propina”, já é um tanto ridículo na minha opinião. Segundo algumas notícias, o petista teve a discrepância meus amigos, em dizer que, apalavra “propina foi inventada pelos empresários e pelo Ministério Público Federal (MPF) para culpar os políticos”.

Com certeza isso não é piada e muitos menos humor, uma certa ironia talvez, ou será que Lula apenas conseguiu redefinir o suborno, jabá, pixuleco, comissão, ou como se costuma dizer no Nordeste, “um agrado” legitimo, ao receber um dinheiro sujo para promover fraudes e ilegalidades que ajudem empresas e quadrilhas a roubar o Estado e o contribuinte.

Ou seja, os políticos são apenas uns coitadinhos que não têm culpa de nada, são apenas na opinião do petista, bodes expiratórios de uma aliança espúria entre empresários e o Ministério Publico (MP).

O que mais incrível meus amigos, é Lula concordar que todos políticos pedem dinheiro a empresários que conhecem ninguém que vende a casa ou o carro para ser candidato, mas diz que alguns vendem coisas mais valiosas. Ou seja. Fazendo contratos bilionários para defender o interesse do povo… rsrsrs.

Para Lula, o empresário apenas oferece doações como um investimento que espera recuperar um dia, mas que para o MP é como quem paga proteção a uma organização criminosa. A realidade meus amigos, é que todo mundo sabe que o Brasil é Brasil, e Lula também, tanto que em sua conclusão, ele diz que: “A diferença é que agora eles transformaram as doações em propinas. O que deixou tudo criminoso”.

Na minha opinião. É como se ninguém soubesse a diferença entre o certo e errado, ou doação e propina, é como se todo mundo fosse como esquerdistas que seguem políticos como se fosse um puxador de gado. Com certeza é constrangedor até mesmo para seu partidários ouvir tanta besteira, e na ignorância dizer que Lula pretende reconstruir o país e suas instituições.

A verdade é que não apenas um questão para seus militantes, é um tipo de acordo de leniência política, que nos está levando cada vez mais para lodaçal em que encontramos atolados. Lula!!! Propina é instituição que você criou em seu governo, de Dilma e Temer.

O procurador que usou o MPF como escada. Aliás, um bravo procurador, envolvido com a Lava Jato e com outras grandes operações

ESSA MATÉRIA NÃO REFLETE A NOSSA OPINIÃO. É ASSINADA PELO SENHOR Luis Nassif, O QUAL, ME PARECE, QUER VER O BRASIL NA MERDA A QUALQUER CUSTO…

A entrevista do procurador Carlos Fernando dos Santos Lima à Folha é significativa dos males que a Lava Jato causou ao Ministério Público Federal pela falta de comando do PGR (Procurador Geral da República) e do CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

E mostra como a espetacularização do Judiciário prejudicou a Justiça, em benefício de membros dos dois poderes.

Anos atrás participei de um debate sobre o tema no Encontro Nacional dos Juízes Federais. Eugênio Bucci dizia que os holofotes sobre a Justiça aumentariam a transparência do Judiciário. Eu rebati sustentando que quem participasse desse show da vida acabaria se comportando de acordo com as características do ambiente. Para se manter no show teriam que ceder cada vez mais às exigências do público.

Do pré-mensalão para cá, o maior fator de estímulo à opinião pública – especialmente dos executivos de mercado e de grandes empresas – foi a anti-política, o anti-petismo radical. Tornou-se a bola da vez, abrindo espaço para palestras, consultorias de toda espécie.

É só conferir aquele economista que participa do Manhatan Connection. No início, era um sujeito de bom senso e conhecimento técnico, em meio a colegas jejunos no assunto. Hoje em dia, no Twitter, suas mensagens são do nível de um Lobão. E sempre acompanhadas de mensagens autopromocionais.

O primeiro a surfar nessas ondas do ódio à política foi Joaquim Barbosa, que trocou o cargo de Ministro do Supremo por uma banca de advocacia à qual recorrem grandes empresas que não querem dificuldades com a lei. Nem se diga que o radicalismo de Barbosa foi ensaiado. É de nascença mesmo.

Não se trata meramente da crítica à política, mas da propagação do ódio em todos os níveis como ferramenta de marketing.

Se esse marketing rentável pegou até quem galgou todos os degraus da carreira de procurador, o que não dizer de procuradores que fizeram toda sua carreira em centros menores, como é o caso de Curitiba.

Em todos esses momentos, exercitaram, por palavras e atos, o exercício do ódio mais visceral.

É só conferir as declaração de Carlos Fernando, sobre as fraquezas de Sérgio Moro de absolver socialites cariocas claramente envolvidas e beneficiadas com os golpes dos maridos:

– Ele tende a ser mais brando com as mulheres, mesmo. Nós pedimos autorização para condução coercitiva de Marisa Lula e ele não concedeu.

Ou seja, não bastava invadir a casa de Lula, revirar camas e quartos, conduzi-lo coercitivamente com toda a imprensa avisada. Tinha também que submeter a esposa ao mesmo rito de humilhação.

E contou isso, em uma entrevista, com a mesma naturalidade de qualquer frequentador de boteco contando as últimas machezas para a roda.

Em seu perfil ataca os “inimigos da operação” e adota frases como “vamos acreditar que podemos ser livres, que podemos escolher pessoas íntegras, que existe esperança”.

Na entrevista à Folha, Carlos Fernando conta, de passagem, o final da grande encenação: aposentadoria do MPF e montagem de um escritório de advocacia que se especializará em … compliance, é claro.

Com a quantidade de empresas envolvidas devida ou indevidamente com a Lava Jato, é previsível o sucesso do futuro escritório. Afinal, não contratará apenas um escritório especializado em compliance, mas um escritório especializado em uma ciência à parte: o que o MPF, mais especificamente, o MPF brasileiro, mas especificamente, as Forças Tarefas, entendem por compliance. Contratar o futuro advogado significará percorrer o caminho das pessoas íntegras e descobrir que existe a esperança. Amém!

Seu poder não deriva mais do cargo, nem ele está mais submetido às regras disciplinares do MPF. Agora, o procurador está dotado da Força: a capacidade de cada pum no Facebook se tornar manchete em jornais que perderam totalmente a capacidade de avaliar as notícias pela relevância. Com o Poder, ele se considera mais forte que o próprio PGR.

Na entrevista, critica os erros de comunicação do PGR no acordo com a JBS, critica a decisão do TRF4 de absolver Vacarias, ensina jurisprudência ao Judiciário. Critica tudo. Os únicos que têm o monopólio do acerto são eles, da Lava Jato. E se a Justiça não aceita apenas indícios como prova, é porque o Judiciário está desatualizado. Não se conhece um trabalho de fôlego do procurador sobre o tema.

Indagado sobre a falta de isenção de quem se manifesta politicamente na rede, é taxativo

“Se eu estivesse fazendo consideração político-partidária, eu estaria realmente vinculado a certos posicionamentos. Se você defende princípios que estão na Constituição, esse argumento é absurdo. Eu vou falar. Não posso deixar de falar. Eu tenho uma obrigação de falar”. Obviamente, do PT e do PMDB, sem nenhuma menção ao PSDB. Durante toda a entrevista fala dos processos. E, obviamente, aproveita para anunciar seu futuro escritório de advocacia especializado em compliance.

Não se pode negar que ambos – ele e Deltan Dallagnol – tem o faro apurado do investidor de oportunidades. Aproveitaram ao máximo os holofotes da mídia, exercitaram com maestria o discurso do ódio, forneceram carne fresca à vontade para um mercado sedento de sangue, e fincaram as bases para o salto profissional. Mas é piada falar em meritocracia. Por mérito, Carlos Fernando jamais passaria de procurador regional no Paraná.

À Folha ele afirmou que seu objetivo, com as catilinárias nas redes sociais, é inspirar os procuradores que combatem a corrupção Brasil afora.

Aliás, um bravo procurador, envolvido com a Lava Jato e com outras grandes operações, dia desses se queixava da tendência das novas gerações, de usarem o MPF como trampolim para carreiras no setor privado. Esta é a parte pior da herança deixada por por Janot: a leniência com o protagonismo excessivo da Lava Jato, que escancarou a falta de isenção e, agora, a falta de disciplina e de discrição que deveria caracterizar a carreira de procurador.

Fonte: http://jornalggn.com.br/noticia/o-procurador-que-usou-o-mpf-como-escada-por-luis-nassif

Enquanto perdoa R$ 725 milhões do Itaú, governo sobe juros do cartão de crédito a 378% ao ano

A taxa de juros total do rotativo do cartão de crédito chegou a 378,3% ao ano em junho, informou nesta 5ª feita (27.jul) o BC (Banco Central). Em maio, estava em 377,9% ao ano.

A modalidade é a que possui a taxa mais elevada, superando até mesmo a do cheque especial. Em junho, os juros do cheque especial recuaram, passando de 325,1% ao ano, em maio, para 322,6% ao ano, no último mês.

Em abril, o BC mudou as regras de uso do cartão de crédito, restringindo o pagamento da fatura mínima (15%) a 1 mês. Desde então, o rotativo só pode ser usado até o vencimento da próxima fatura. Depois desse prazo, poderá quitar o valor restante à vista. Mudança tem como objetivo frear o efeito de “bola de neve” associado ao rotativo.

Em junho, a taxa do rotativo regular passou ficou em 230,4%. Em maio, era de 258,5%. Em contrapartida, a taxa de juros do rotativo não regular passou de 453,9% ao ano, em maio, para para 460,7% ao ano, em junho. Essa modalidade inclui as operações nas quais o consumidor não pagou o mínimo da fatura.

INADIMPLÊNCIA EM QUEDA
No último mês, a taxa de inadimplência das pessoas físicas, considerando o segmento de recursos livres (que reúne todas as linhas de financiamento ao consumo), caiu a 5,6%. Em maio, a taxa estava em 5,9%.

ESTOQUE DE CRÉDITO
Em junho, o estoque total de crédito cresceu 0,4% em relação a maio, a R$ 3,078 trilhões. No acumulado do ano, no entanto, houve retração de 0,9%.

SPREAD BANCÁRIO
O spread bancário (a diferença entre os juros que o banco cobra ao emprestar e a taxa que ele paga ao captar o dinheiro) caiu 1,2 ponto no último mês, a 36,5 pontos percentuais. Os juros médios passaram de 47,3% em maio para 46,1%, em junho.

Opinião do Plantão
Juros do cartão de crédito são de 378% ao ano e experimente ficar devendo por mais de 15 dias, seu nome vai para o SPC e SERASA. Enquanto isso o Itaú tem R$ 725 milhões de dívida perdoados.

Rodrigo Maia é dono de escritório usado pela Odebrecht e BTG Pactual

Primeiro da fila para ocupar a Presidência da República caso Michel Temer tenha de deixar o cargo, o deputado e presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), é dono de um escritório que foi usado por cerca de quatro anos pela Odebrecht e, atualmente, é ocupado por uma empresa do banco BTG Pactual.

O aluguel de uma sala semelhante, em valores atuais de mercado, é de cerca de R$ 15 mil mensais. Ambas as empresas ganharam destaque nas páginas político-policiais nos últimos anos, na esteira de uma profunda e bilionária relação com o poder público.

Nas planilhas de controle da distribuição de propinas da Odebrecht, Maia recebeu o codinome “Botafogo”. Uma referência, em tese, ao time pelo qual torce. Por coincidência, o mesmo nome do bairro da Zona Sul do Rio onde fica a sala que serviu de base para uma filial da Odebrecht. A sala 901 tem cerca de 300 m², está bem conservada e fica no penúltimo andar de um prédio comercial antigo de Botafogo, o Edifício Santo Eugênio, na Rua Voluntários da Pátria, uma das mais movimentadas da cidade.

Pai de Rodrigo e seu “criador” político, o ex-prefeito do Rio e atual vereador Cesar Maia (DEM) manteve registrada ali, nos anos 1990, a empresa Factóides & Factóides Promoções e Marketing, em sociedade com a mãe e uma irmã de Rodrigo. Na época, contudo, a sala ainda não pertencia à família, mas a Ivan Galindo, assessor de confiança de Cesar. O ex-prefeito e sua mulher a compraram em outubro de 2002, conforme certidão do registro do imóvel.

Em julho de 2004, a Construtora Norberto Odebrecht S/A, com sede na Praia de Botafogo, registrou uma nova filial na Receita Federal. O endereço cadastrado foi a sala comercial de propriedade de Cesar Maia, na época prefeito do Rio de Janeiro. Maia, o pai, também tinha apelidos especiais na planilha secreta da Odebrecht, divulgada este ano: “déspota” ou “inca”. O filho é investigado em dois inquéritos da Lava Jato por suspeita de caixa dois e lavagem de dinheiro. Em um deles, ex-executivos e diretores da Odebrecht afirmam que o deputado recebeu R$ 100 mil da empreiteira, em outubro de 2013, para ajudar na aprovação da Medida Provisória 613, que atendia a interesses tributários de uma das empresas do grupo Odebrecht, a Braskem. Em outro, é investigado por receber ilegalmente da empreiteira R$ 350 mil em 2008, supostamente para financiar campanhas eleitorais de candidatos do DEM no Rio de Janeiro.

A Odebrecht já registrou mais de 400 filiais em todo o país, conforme registros da Receita Federal. Invariavelmente, a criação de novos registros está associada a novas obras tocadas pela empreiteira. Na maioria dos casos, embora não seja uma obrigação legal, a obra em questão vem discriminada no registro da Receita, como o “nome fantasia” da filial. No caso da unidade aberta em Botafogo, que ficava a 1,1 km do endereço da então sede da empresa, não houve essa especificação.

A empresa já havia obtido, em 2003, uma obra de grande porte junto à administração de Cesar Maia: a reforma da Avenida Brasil, ao custo de R$ 32 milhões. Mas a construtora tinha um interesse especial, como tantas outras grandes empreiteiras, pelas obras dos Jogos Pan-Americanos de 2007. A prefeitura do Rio, comandada por Maia, era responsável por parte dessas obras. A principal delas era a construção do Estádio Olímpico João Havelange, o Engenhão.

No início de 2005, a Odebrecht levou um contrato de R$ 144 milhões (após aditivos) com a prefeitura para tocar a segunda fase de obras no estádio. O contrato foi assinado em 4 de março daquele ano. Um dia antes, a filial da Odebrecht instalada no escritório dos Maia obteve sua Inscrição Municipal, condição necessária para a prestação de serviços.

Na época da assinatura do contrato, Cesar Maia esbanjava confiança política, a ponto de se colocar como pré-candidato a presidente da República pelo extinto PFL (atual DEM). Chegou a fazer uma caravana pelo país para se tornar mais conhecido.

Menos de dois meses depois da assinatura do contrato com a Odebrecht para as obras do Engenhão, Cesar Maia doou a sala comercial mantida em Botafogo para o filho, o deputado federal Rodrigo Maia, àquela altura ainda sem uma bagagem política relevante. A doação foi registrada, com assinatura de Rodrigo, em 27 de maio de 2005. Naquele momento, a Odebrecht era a inquilina da família Maia.
A sala comercial é a única no patrimônio de Rodrigo, segundo declaração apresentada à Justiça Eleitoral. Ele tem apenas outros dois imóveis: dois apartamentos no Rio de Janeiro, também passados a ele pelo pai, como doação. Um deles é onde vive com a mulher e os filhos.

Qualquer aluguel da sala deveria ser pago para Cesar Maia, o prefeito do Rio de Janeiro. Isso porque o pai, como doador, reservou para si o usufruto do imóvel – o que, juridicamente, significa que o aluguel deve ir para ele, e não para Rodrigo.

Mas a relação entre pai e filho sempre foi extremamente próxima. Não à toa, na última campanha eleitoral para a Câmara, em 2014, Rodrigo recebeu R$ 284 mil em doações do pai – seu maior doador.

O lobby do setor elétrico
Nos registros da Receita Federal e nos dados da Inscrição Municipal da Odebrecht, a filial da empresa segue ativa e ainda com a sala de Rodrigo Maia como endereço oficial. No entanto, a Odebrecht deixou de ocupar efetivamente o prédio há quase dez anos.

Outras filiais abertas pela Odebrecht desde 2004 também já fecharam suas portas e deram baixa na Receita, inclusive no Rio de Janeiro. Essa filial em específico, a de número 0070, segue ativa no papel. A empresa-mãe, por exemplo, já atualizou seu endereço, alterando sua sede para o suntuoso prédio espelhado construído pela empresa na revitalizada zona portuária do Rio de Janeiro antes do estouro da crise da Lava Jato.

Hoje, a empresa que ocupa a sala 901 do Edifício Santo Eugênio é a Tropicália Transmissora de Energia S.A. É a caçula entre um grupo de empresas do ramo energético que tem um fundo de investimentos gerido pelo BTG Pactual como controlador.

A atual inquilina dos Maia nasceu em maio de 2016, com um nome nada brasileiro: Holbaeck Empreendimentos e Participações. Sua sede era em São Paulo. Em fevereiro deste ano, recebeu uma injeção de R$ 15 milhões via três fundos controlados pelo BTG . Dias antes, em 10 de fevereiro, havia obtido seu primeiro contrato de concessão junto à Aneel: autorização para instalar uma linha de transmissão na Bahia, ao custo de cerca de R$ 370 milhões. Na sequência, em 4 de abril, a sede foi transferida para a sala de Rodrigo Maia.

Quatro andares abaixo dela funciona a empresa “irmã” Termelétrica Viana S.A. (a Tevisa). As ligações para o telefone da Tropicália registrado na Receita Federal caem, na verdade, na sala da Tevisa. Quando se pergunta pela Tropicália, a ligação é transferida diretamente, via ramal, para a secretária da nova aposta do BTG Pactual no setor elétrico.

O presidente do Conselho de Administração da Tevisa e sócio do BTG Pactual é Oderval Esteves Duarte Filho. Eleé um dos vice-presidentes da associação de lobby do setor energético, a Abraceel (Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia). Até março deste ano, Oderval era o presidente da entidade, posto ocupado desde março de 2013.

Na mesma sala da Tevisa também está registrada outra companhia do BTG, a Linhares Brasil Energia Participações S.A. Um andar acima, outra empresa controlada pelo banco: a Integração Transmissora de Energia (Intesa). Essa empresa especificamente investiu R$ 520 milhões para construir mais de 600 km de linhas de transmissão de energia elétrica entre Tocantins e Goiás.

O setor elétrico está prestes a passar, após muito lobby, pela mais promissora reforma regulatória em décadas – do ponto de vista das empresas do ramo. Rodrigo Maia, tanto na posição de presidente da Câmara, como de eventualmente presidente da República, terá papel decisivo nessa discussão. A minuta da alteração do marco legal do setor foi colocada para consulta pública, pelo governo federal, no último dia 5 de julho. Entre os pontos em discussão está a “possibilidade de redução de custos de transação na transmissão”. Quando a consulta pública for encerrada, o texto seguirá para a Câmara, possivelmente em forma de medida provisória.

Abafa em CPI e palestra para executivos do BTG Pactual

O BTG Pactual chegou a ficar no olho do furacão da Lava Jato quando seu então acionista controlador, André Esteves, foi preso pela Polícia Federal em novembro de 2015 ao supostamente participar da operação de compra do silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró. Outras relações do banco com a Petrobras ainda são objeto de investigação na Lava Jato. Depois da prisão, parte dos deputados iniciou uma articulação para criar uma CPI para investigar o banco. As assinaturas necessárias para a criação da comissão foram obtidas.

Mas em julho de 2016, logo antes de Rodrigo Maia assumir a presidência da Câmara, o então presidente-tampão, Waldir Maranhão, decidiu pelo arquivamento do pedido de criação da CPI, alegando uma falha formal na coleta de assinaturas. Desde então, um recurso apresentado pelo deputado responsável pelo pedido de criação da CPI está parado, aguardando análise pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia. A decisão de Maia em não promover o desarquivamento foi política, já que o recurso não chegou a ser examinado. Em fevereiro deste ano, o deputado foi um dos convidados para palestrar a executivos do BTG Pactual em conferência realizada pelo banco em São Paulo.

A fila anda

Como presidente da Câmara dos Deputados, Maia comandará, na próxima quarta-feira (2), a sessão que poderá dar um passo decisivo para sua ascensão à Presidência da República. A Câmara votará a autorização para que o STF analise a denúncia que a Procuradoria-Geral da República ofereceu contra o presidente Michel Temer. Nos últimos dias, ele tem procurado desfazer, junto a Temer, rumores de que tem atuado cada vez mais diretamente para, de fato, jogar o atual presidente aos leões e assumir o Palácio do Planalto.

A denúncia de corrupção passiva contra Temer é apenas a primeira de uma série de três acusações, baseadas na delação do grupo JBS, que o procurador-geral Rodrigo Janot deverá apresentar antes de deixar o cargo, em setembro. A opção por dividir as denúncias amplifica o potencial de minar a sustentação política que mantém Temer no cargo e maximiza o desgaste do peemedebista – que deverá se articular seguidamente, e mediante constante concessão de benesses em tempos de penúria econômica, para barrar uma derrota no plenário da Câmara.

Mesmo que Temer sobreviva às acusações de crimes praticados por ele no exercício do cargo, e Rodrigo Maia permaneça como presidente da Câmara, a posição do deputado continua sendo altamente estratégica tanto para a Odebrecht quanto para o BTG Pactual.

Caso fosse presidente da República, Maia estaria sujeito à Lei de Conflito de Interesses, de 2013, que se aplica a cargos no Poder Executivo. A lei não fala explicitamente sobre relações patrimoniais, mas um de seus artigos deixa claro que configura conflito de interesses a “manutenção de relação de negócio com pessoa física ou jurídica que tenha interesse em decisão do agente público ou de colegiado do qual este participe”.

O Código de Ética da Câmara aborda tangencialmente essa questão. Um dos artigos estabelece como obrigação do parlamentar apresentar declaração de impedimento para votar sempre que houver, em comissões ou em plenário, “apreciação de matéria que envolva direta e especificamente seus interesses patrimoniais”.

“A Odebrecht não vai se manifestar”

Procurados para comentar o uso da sala em Botafogo, tanto Rodrigo quanto Cesar Maia disseram não ter conhecimento sobre nada relativo ao imóvel – a única sala comercial de propriedade da família. The Intercept Brasil pediu uma cópia dos contratos de aluguel, mas eles disseram não possuir cópias dos documentos e afirmam que todos os negócios envolvendo a sala são feitos por uma administradora de imóveis do Rio.

A assessoria de Rodrigo afirmou que “não tratou de nenhuma negociação de aluguel e que não foi procurado por ninguém”. Cesar Maia disse que passou a representação do imóvel para um escritório de advocacia e que, logo em seguida, a Odebrecht alugou a sala e ficou lá até “meados de 2008”. “Os aluguéis eram pagos aos escritórios que descontavam a comissão de contrato e transferiam a nossa conta”.

The Intercept Brasil enviou diversas a Cesar e Rodrigo para que esclarecessem o uso do imóvel. A maior parte ficou sem resposta, apesar de insistência.

Como de costume, Temer oferece banquete de R$ 2 milhões para deputados antes de votação decisiva

O presidente Michel Temer oferece 1 jantar aos principais aliados na noite desta 5ª feira (27.jul.2017). Os políticos se reunirão no Palácio do Jaburu, em Brasília, a residência oficial da Vice-Presidência.

São esperados ministros, senadores e integrantes da tropa de choque do presidente no Congresso.

Estão entre os convidados o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), os ministros Moreira Franco (Secretaria Geral) e Antonio Imbassahy (Secretaria de Governo). O chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, viajou a Porto Alegre e não participa do encontro.

Os senadores Romero Jucá (PMDB-RR) e Edison Lobão (PMDB-MA) também foram chamados para o encontro. Os 2 estiveram hoje (27.jul) mais cedo no Planalto para audiências com Michel Temer.

Os deputados André Moura (PSC-SE), Carlos Marun (PMDB-MS), Beto Mansur (PRB-SP) e Darcísio Perondi (PMDB-RS), líderes da tropa de choque de Temer na Câmara, também participarão do jantar árabe no Jaburu.

“Vamos comer 1 quibe com o presidente. Ele nos convidou para falar sobre o Brasil, sobre a denúncia, essa próxima semana“, disse Perondi.

Além desse encontro, uma reunião mais abrangente deve ser convocada para os próximos dias. No domingo, Temer deve realizar uma reunião que se tornou frequente nos últimos tempos.

Ministros aliados e os principais defensores do governo no Congresso devem se reunir no Alvorada ou no Jaburu para 1 encontro antes da volta do recesso.

Na volta dos trabalhos legislativos, Michel Temer enfrentará a votação da denúncia contra ele na Câmara. A PGR (Procuradoria Geral da República) o acusa de corrupção passiva. Só com aval dos deputados o STF (Supremo Tribunal Federal) poderá decidir se aceita a denúncia e julga o presidente.

Bolsonaro diz em vídeo que à intenção do TSE é fraudar às eleições de 2018

Comparado pela imprensa internacional, de “Donald Trumpbrasileiro” por ser constantemente criticado pela esquerda, e pelos comentários preconceituosos contra a minorias e LGBTs se assim pode se dizer.

O deputado federalJair Messias Bolsonaro (PSC-RJ), postou um vídeo nesta semana onde explica sua emenda que pode ser usada já nas eleições de 2018. O mito como é mais conhecidos pelos seus apoiadores, Bolsonaro diz que o registro do voto impresso em papel seria feito por impressoras acopladas às urnas eletrônicas, o que daria ao eleitor a confirmação dos números de seu candidato, num visor de acrílico.

O caso meus amigos, é que Bolsonaro chama atenção dizendo que, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) só dispõe de apenas 35 mil urnas com capacidade de impressão dentro de uma necessidade de 600 mil, ou seja, menos de 10% do total.

Bolsonaro que todos sabem não tem meias palavras, assim como “Trump” que chegou à dizer na reta final de sua campanha, que pediria uma nova investigação contra a candidataHillary Clinton, para comprovar se a adversária teria cometido crime enquanto era secretária de Estado do governo de Barack Obama pelo uso de e-mails privado no trato de temas públicos.

Já Bolsonaro “chuta o balde” em seu vídeo, afirma que da forma que está, o TSE está possibilitando que os políticos corruptos impedem que a nação brasileira escolha um candidato honesto, cristãos e patriotas. Tanto que ao final, Bolsonaro faz um apelo às redes sociais, para divulgar o caso.

O que chama atenção, é que a Lei do voto impresso chegou até ser aprovada pelo Plenário do Senado em novembro de 2015, com grandes influências do senador Aécio Neves(PSDB-MG) e mais um grupo de senadores. A Lei 13.165/2015, foi vetada pela Comissão de Reforma Política, atendendo uma recomendação dos técnicos do TSE, dizendo que o custo de imprimir cada voto dos país seria alto demais. Mesmo sabendo que essa lei traria mais segurança à eleições, no momento que se pode contabilizar os votos por meio manual, tirando qualquer suspeita de fraude.

Já os opositores esquerdistas, tem a cara de pau em dizer que, isso seria um retrocesso nas eleições citando na dificuldade na implementação e manutenção das urnas, concluindo que as eleições voltariam a ser problemáticas.

Assista o vídeo abaixo 

VEJA O VÍDEO ABSURDO: polícia apura estupro de padre a coroinha de 14 anos em igreja de MG. Denúncia foi feita após imagens começarem a circular nas redes sociais

Vídeo mostra suspeito beijando menina em Arceburgo.

lícia Civil de Arceburgo (MG) investiga um padre suspeito de ter abusado sexualmente de uma menina de 14 anos. A investigação teve início após a Polícia Militar receber uma denúncia anônima sobre um vídeo que circula nas redes sociais com imagens do suposto estupro. O padre foi afastado pela Igreja. Ele não foi encontrado para comentar o caso.

O boletim de ocorrência da Polícia Militar foi registrado na tarde de quarta-feira (26). A vítima é coroinha na igreja onde o suspeito é pároco. Os abusos teriam começado em março deste ano, segundo relatos da família aos policiais.

A polícia ouviu também a estudante, que a princípio negou os fatos. Pouco tempo depois, a mãe da menina teve conhecimento das imagens e foi até a Polícia Civil, onde a menina teria confirmado os abusos. Segundo relato da vítima à polícia, o primeiro abuso aconteceu após uma celebração ecumênica. Na paróquia, o padre teria tirado a blusa da menina e a beijado.

No vídeo que circula nas redes sociais, é possível ver o padre em cima da menina, que está sem a parte de cima da roupa, a beijando na boca.

O vídeo está com a Polícia Civil para análise. A menor e familiares serão ouvidos na tarde desta quinta-feira (27) na delegacia da cidade. Um inquérito foi aberto para investigar o caso.

O Conselho Tutelar também acompanha o caso, mas ainda aguarda o depoimento da menor à polícia para mais informações.

A Diocese de Guaxupé (MG) informou que o padre suspeito do abuso está em um retiro no estado de São Paulo. Em nota oficial, a diocese disse ainda que afastou o sacerdote imediatamente com o intuito de averiguar os possíveis fatos e acontecimentos.

Leia abaixo na íntegra:

Ciente da denúncia apresentada em Arceburgo (MG) contra o clérigo, Monsenhor Enoque Donizetti de Oliveira, a Diocese de Guaxupé, fundamentada e orientada pelo Código de Direito Canônico e pelo recente Magistério Pontifício, procedeu o afastamento imediato do referido sacerdote, com o intuito de averiguar os possíveis fatos e acontecimentos.
O objetivo desta medida cautelosa é contribuir para o bem estar da comunidade local e diocesana.
Iluminada pela força da fé cristã, a Diocese de Guaxupé se compromete com os valores legítimos da Verdade e da Justiça.
Guaxupé, 27 de julho de 2017.

Dom José Lanza Neto
Bispo de Guaxupé

É ISSO AI BRASIL: Senado aluga 85 carros zero-quilômetro por R$ 8,3 milhões

O Senado fechou contrato para alugar 85 carros zero-quilômetro para os senadores, secretário-geral da mesa, diretor-geral e segurança do presidente Eunício Oliveira (PMDB-CE).

Os custos com manutenção, combustível e seguro dos automóveis estão incluídos no preço final.

Dois carros são especiais. Eles têm 250 cavalos de potência, ar-condicionado com duas zonas, película antivandalismo, central multimídia com tela touch com rádio integrado e leitor de CD, MP3, GPS, DVD, Bluetooth e USB. Há também câmera de ré e comandos no volante.

O aluguel de cada um dos carros mais luxuosos custará R$ 9.300 por mês.

AGU faz flagrante ameaça e chantagem com a Justiça, a mando de Temer

Em recurso para tentar derrubar a liminar da Justiça Federal em Brasília que suspendeu o aumento de impostos dos combustíveis, a Advocacia-Geral da União (AGU) apela para o ‘grave quadro fiscal’ e faz uma ameaça frontal aos desembargadores do Tribunal Regional Federal da 1ª Região e, não obstante, ao povo brasileiro:

‘Se a liminar não for revertida, não restará outra alternativa ao Governo Federal se não a de paralisar serviços essenciais à população, incluindo gastos na área da Saúde, Segurança Pública e Bolsa Família’.

Canalhas! Funcionários públicos da AGU atuando com má-fé para servir aos interesses nauseabundos do presidente-denunciado Michel Temer e da pseudoeficiente equipe econômica do Ministério da Fazenda. Canalhas! Canalhas!!!

Como pode uma equipe com alguma decência e dignidade ameaçar todo o País com o corte de serviços essenciais não havendo aumento de impostos, se o Palácio do Planalto está distribuindo R$ 2 bilhões em emendas parlamentares, criando mais uma agência reguladora e milhares de cargos, torrando centenas de milhões de reais em aluguéis de carros e outra centena em Buffet para recepções de negociatas espúrias?

É má-fé sim! É canalhice!

Mesmo sob forte ataque, Sérgio Moro mantém popularidade em alta

O juiz federal Sergio Moro, da Lava jato de Curitiba, é mesmo fenomenal quando o assunto é popularidade.

Mesmo sob forte ataque de Lula e da imprensa bancada por corruptos, o magistrado mantém sua popularidade em alta.

Segundo pesquisa, 64% dos brasileiros apoiam o juiz herói do Brasil. Um mês atrás, eram 63%.

Enquanto isso, Lula tem popularidade inversamente proporcional. Isso porque o apoio ao petista condenado é de 29% e a reprovação dele é de 68%.

Sérgio Moro é mesmo um juiz sensacional.

PT vai fretar jatinhos para viagens de Lula: adivinhem quem pagará a conta?

O PT deu um jeitinho de patrocinar a vida mansa do ex-presidente Lula pelos ares, evitando que a divindade petista se sujeite aos voos a que os reles mortais estão sujeitos.

Também, obviamente, evita que Lula enfrente a ira dos brasileiros de bem.

É de se imaginar as vaias e a saraivada de impropérios que receberia nos aeroportos e aviões Brasil afora.

O partido incorporou Lula ao Diretório Nacional como presidente de honra. Será uma forma de explicar as despesas com o fretamento das aeronaves ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A grana virá do fundo partidário que o PT recebe anualmente, no valor de R$ 30 milhões.

Ou seja, nós pagaremos pelas viagens de luxo do condenado por corrupção, para que ele continue pregando suas falácias em todos os recantos do País.

Não há como não lembrar Boris Casoy: isto é uma vergonha!

Governo cancela 180 mil auxílios-doença para economizar R$ 2 bilhões. Assim o Brasil sempre vai continuar estagnado

Levantamento do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) aponta que, após realizar 200 mil perícias, o governo decidiu cancelar 180 mil auxílios-doença. Com isso, diz a pasta, será possível economizar R$ 2,6 bilhões por ano.

O resultado, enviado ao G1, abrange os cancelamentos até 14 de julho. O pente-fino do ministério focou naqueles beneficiários que há mais de dois anos não passavam por revisão no INSS, o que é obrigatório.

Previsto em lei, o auxílio-doença estabelece o repasse de dinheiro ao segurado do INSS que, por uma doença ou acidente, fica temporariamente incapaz de trabalhar. Para receber os recursos, a pessoa precisa apresentar laudo médico e passar por revisão.

O pente-fino nos benefícios pagos pelo INSS, previsto em medida provisória, começou em 2016, mas foi suspenso porque o Congresso não aprovou a MP a tempo. O governo, então, editou uma nova MP, e a revisão foi retomada no início deste ano.

MORO PRENDE MAIS UM: Ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras, Bendine fugindo para Portugal recebeu R$ 3 milhões em propina da Odebrecht.

Preso na 42ª fase da Lava Jato nesta quinta-feira (27) , o ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras Aldemir Bendine tinha uma passagem de ida para Portugal. A viagem estava marcada para esta sexta-feira (28), descobriu o Ministério Público Federal (MPF) após quebra do sigilo telefônico do suspeito.

“É importante destacar que o MPF encontrou apenas a passagem de ida, não significa que não havia a passagem de volta”, afirmou Athayde Ribeiro Costa, procurador da República, em entrevista à imprensa em Curitiba.

Ao detalhar a 42ª fase da operação, Costa afirmou que vários fatores justificaram a prisão temporária de Bendine, que ocorreu em Sorocaba (SP). Entre eles, está o fato de haver indícios de cometimento de crimes após a deflagração da Lava Jato e também o fato de Bendine ter nacionalidade italiana. “Todos esses fatos foram levados em conta. […] É concreto o risco à ordem pública”, disse Costa.

O delegado Igor Romário de Paula criticou a divulgação do conteúdo das delações. Ele disse que este pode ter sido um dos motivos da compra da passagem para Portugal.
O MPF afirma que, quando comandava o Banco do Brasil, Bendine pediu R$ 17 milhões à Odebrecht para rolar uma dívida da empresa com a instituição, mas não recebeu o valor. Na véspera de assumir a Petrobras, teria pedido mais R$ 3 milhões para não prejudicar os contratos da estatal com a empreiteira, segundo delação de ex-executivos. O valor foi pago em 2015.

Obstrução de Justiça

Segundo o procurador, também há evidências de que os outros dois alvos dessa operação tentaram apagar provas e obstruir a Justiça. Um deles, André Gustavo Vieira da Silva, foi detido em um aeroporto no Recife. Ele viajaria para Brasília.

Foi preso ainda o irmão dele, Antônio Carlos Vieira da Silva Júnior. Os dois são sócios em uma agência de publicidade, chamada Arcos, e são apontados como operadores da propina.
“André Gustavo e Antônio Carlos, ainda em conluio com Bendine, teriam praticado em 2017 atos que caracterizam lavagem de ativos e obstrução das investigações. O produto do crime até o momento não foi recuperado”, afirmou Athayde Ribeiro Costa ao justificar os pedidos de prisão.

Segundo as investigações, neste ano, um dos operadores confirmou que recebeu dinheiro da Odebrecht, mas tentou atribuir o pagamento a uma suposta consultoria que teria prestado à empreiteira, para facilitar o financiamento junto ao Banco do Brasil. No entanto, a investigação revelou que a empresa usada pelo operador era de fachada.

Prisões

Os três suspeitos foram presos temporariamente. A prisão tem prazo de cinco dias e pode ser prorrogada pelo mesmo período ou convertida para preventiva, que é quando o investigado não tem prazo para deixar a cadeia.

A força-tarefa da Lava Jato chegou a pedir a prisão preventiva, entretanto, o juiz Sérgio Moro não a autorizou. “A imposição da prisão temporária viabilizará o melhor exame dos pressupostos e fundamentos da preventiva após a colheita do material probatório na busca e apreensão e após a oitiva dos investigados”, argumentou o juiz.

Bendine deve chegar à Superintendência da Polícia Federal em Curitiba por volta das 14h desta quinta. Os irmãos Silva devem chegar à capital paranaense por volta das 19h.
O exame de corpo de delito dos três investigados no Instituto Médico-Legal (IML), que é procedimento padrão após a prisão, está marcado para a manhã desta sexta-feira (28), em Curitiba.

Procurador da República diz que Bendine praticou corrupção quando deveria combatê-la: ‘É indignante’

Braço-direito de Dilma

Em 2015, Bendine era braço direito da então presidente Dilma Rousseff. E havia deixado o banco com a missão de acabar com a corrupção na petroleira, alvo da Lava Jato. Mas, segundo delatores da Odebrecht, ele já cobrava propina no Banco do Brasil e continuou cobrando na Petrobras.

Segundo as investigações, Bendine usava o nome de Dilma em negociações, mas a polícia não encontrou nenhum indício de envolvimento da ex-presidente nesse esquema.
“As provas de que o presidente da Petrobras, nomeado para acabar com a corrupção na companhia, são relamente de assustar todos nós.” Athayde Ribeiro Costa, procurador da República
“É indignante que, durante o escândalo na Petrobras, pessoas utilizavam a companhia para praticar crimes e aferir recursos. Bendine veio do Banco do Brasil, foi para a Petrobras e, segundo as provas, havia pedido de propina”, disse o procurador.

Propina no Banco do Brasil

No despacho que autorizou a 42 ª fase da Operação lava Jato, o juiz Sergio Moro mencionou parte da colaboração de Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos, ex-presidente da Odebrecht Ambiental.
Santos afirmou que André Gustavo Vieira da Silva se apresentou como representante de Aldemir Bendine em uma conversa sobre o alongamento de dívida da Odebrecht Agroindustrial. Ele disse, conforme a delação, que o então presidente do Banco do Brasil exigia um “pedágio” para aprovação do crédito e do pagamento.
“Inicialmente, ainda naquele encontro, ele falava em percentuais na ordem de 2% a 3%, o que daria algo entre R$ 58 e R$ 87 milhões. Posteriormente, em negociação, foi solicitado por André Gustavo Vieira da Silva um valor somente de dezessete milhões de reais”, diz trecho do despacho.

O valor não foi pago porque Marcelo Odebrecht teria avaliado que o pagamento não influenciaria o alongamento da dívida da Odebrecht Agroindustrial, conforme o despacho.

Informações privilegiadas

Ainda conforme Fernando Luiz Ayres da Cunha, depois que Bendine assumiu a presidência da Petrobras, houve encontros entre ele, André Silva e o próprio Bendine. Além disso, a empresa começou a receber informações privilegiadas sobre a petrolífera.
“Afirma Fernando Luiz Ayres da Cunha que passou a receber informações privilegiadas e confidenciais da Petrobras por meio de André Gustavo Vieira da Silva”.
Conforme o despacho, já na posição de presidente da Petrobras, por meio de André Gustavo Vieira da Silva, Bendine voltou a pedir propina de 1% sobre o crédito da Odebrecht Industrial.
“Diante do poder do cargo de Presidente da Petrobrás, Marcelo Bahia Odebrecht e Fernando Luiz Ayres da Cunha resolveram desta feita ceder à solicitação, pelo menos parcialmente, tendo acertado um pagamento de três milhões”, diz trecho do despacho.

Na avaliação de Moro, o pagamento teria causa próxima o poder que Bendine tinha de favorecer ou prejudicar o Grupo Odebrecht nas relações com a Petrobras. Moro afirmou que os valores não foram completamente rastreados.

Conforme relatado pelo juiz, André Gustavo afirmou que recebeu o dinheiro, entretanto, alegou que o pagamento foi por uma consultoria dada ao Grupo Odebrecht. Ainda segundo o despacho, André Gustavo apresentou duas notas fiscais que foram canceladas, segundo ele mesmo, a pedido da Odebrecht, que insistiu no pagamento em espécie.

PERDEU MAIS UMA: Tribunal nega pedido de defesa de Lula para anular decisão sobre bloqueios de bens

Mandado de segurança foi protocolado na última quinta (20) no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. Bloqueio de bens do ex-presidente foi determinado pelo juiz federal de Curitiba Sérgio Moro.

Foi negado nesta terça-feira (25) um pedido da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para que fosse anulada a determinação do juiz Sérgio Moro sobre o bloqueio de bens do petista. A decisão, em liminar, é do desembargador João Pedro Gebran Neto, relator dos processos da Lava Jato no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre.

O mandado de segurança foi protocolado na última quinta (20). O ex-presidente teve bloqueados mais de R$ 600 mil de contas bancárias e cerca de R$ 9 milhões que estavam depositados em dois planos de previdência privada.

Lula foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo da Lava Jato envolvendo um triplex em Guarujá. Ele foi acusado de receber o apartamento da construtora OAS como propina por contratos na Petrobras. O ex-presidente nega.

De acordo com o juiz federal, o objetivo do bloqueio de bens é garantir “a reparação dos danos decorrentes do crime”. Já os advogados de Lula consideraram a decisão “ilegal e abusiva”.

O pedido de bloqueio foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), em outubro de 2016, antes da sentença que condenou o ex-presidente. O despacho em que Moro autorizou o bloqueio do dinheiro é de 14 de julho deste ano.

Além do bloqueio de R$ 606.727,12 de contas bancárias do ex-presidente, houve sequestro e arresto de dois carros, três apartamentos e um terreno, em São Bernardo do Campo, em São Paulo. As medidas cautelares evitam que o réu se desfaça de bens ou valores que podem ser entregues à Justiça após decisão definitiva. Ainda foram bloqueados cerca de R$ 9 milhões que estavam depositados em dois planos de previdência privada, em nome de Lula.

Revisão do voto

No pedido, os advogados de Lula solicitavam a “suspensão imediata dos efeitos da decisão de primeiro grau – para que haja a restituição disponibilidade dos bens e valores de Lula”. Eles alegavam ilegitimidade do Ministério Público Federal (MPF) para requerer o bloqueio e citaram que os bens em questão foram “adquiridos antes dos fatos”.

Inicialmente, o desembargador havia considerado que não há urgência no pedido de bloqueio de bens porque Lula seria remunerado por ser ex-presidente. “Considerando que o deferimento da liminar impõe que se equilibre a necessidade sob a ótica do mínimo suficiente, não socorre o impetrante a alegação genérica de que a constrição é capaz de comprometer a subsistência do impetrante, ex-Presidente da República, recebendo o auxílio que lhe é devido em decorrência da ocupação do cargo”, destacou o magistrado.

Entretanto, um decreto assinado em 2008 por Lula determinou o fim da remuneração do ex-presidente. Após a assessoria de imprensa do tribunal ter sido comunicada sobre o fato, o desembargador alterou o trecho do despacho.

“O pedido de provimento judicial precário esbarra na ausência de urgência. Não socorre o impetrante a alegação genérica de que a constrição é capaz de comprometer a subsistência do ex-presidente”, concluiu o desembargador, na versão final do documento.

Por meio do Twitter, o advogado Cristiano Zanin, autor do pedido, criticou a decisão, destacando que Lula não recebe nenhuma remuneração por ter ocupado o cargo máximo do país. “Lula não recebe aposentadoria na condição de ex-presidente da República e todos os seus bens foram bloqueados”, escreveu. “Os sólidos fundamentos que apresentamos dão à Turma plenas condições de reestabelecer a legalidade desfazendo o bloqueio de bens.”

Lula condenado

No dia 12 de julho, Moro condenou o ex-presidente a 9 anos e 6 meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro. Ele pode recorrer em liberdade.
A acusação é pela ocultação da propriedade de uma cobertura triplex em Guarujá, no litoral paulista, recebida como propina da empreiteira OAS, em troca de favores na Petrobras.

Na avaliação dos advogados que representam Lula, Moro teve atuação política na sentença. Esta foi a primeira vez na história que um ex-ocupante da Presidência foi condenado por um crime comum no Brasil.
Depois da sentença, a defesa do ex-presidente, então, pediu esclarecimentos sobre 10 tópicos da decisão de Moro. Esse recurso apresentado chama-se “embargos de declaração” e é usado como instrumento por advogados para solicitar ao juiz revisão de pontos da sentença.

Moro rebateu e negou omissões, obscuridades ou contradições na sentença.

LINDA, GOSTOSA E ASSASSINA DE ANIMAIS É ENCONTRADA MORTA. MAS PORQUE SERÁ, TADINHA DELA? MENOS UMA ALMA PODRE NA FACE DA TERRA!

Morre blogueira-caçadora espanhola, estrela das redes sociais
Melania Capitán tinha sofrido ameaças de morte por causa das fotos sobre caça postadas regularmente em suas contas na internet

A modelo, blogueira, vagabunda, piranha e caçadora de animais inocentes, a espanhola Melania Capitán, 27 anos, foi encontrada morta na última quarta-feira (19) em seu apartamento em Huesca, município localizado na comunidade autônoma de Aragão, na Espanha.

Segundo os investigadores espanhóis, Melania teria se suicidado. Ela teria deixado uma carta de despedida para os amigos mais próximos em que explica as razões do suicídio.

Melania Capitán (Foto: Reprodução/Twitter/@melct24)

Melania Capitán (Foto: Reprodução/Twitter/@melct24)

A blogueira se tornou muito popular nos últimos anos graças a fotos em que promovia sua grande paixão, a caça, em suas contas nas redes sociais. Entretanto, as postagens em que segurava fuzis e animais mortos lhe renderam inúmeras críticas e até mesmo ameaças de morte.

Mesmo após a notícia da morte, os críticos não pararam de postar mensagens de ódio nas páginas internet de Melania. “Você fez um favor à humanidade. Adeus”, escreveu um internauta. “Dou graças a Deus que você se matou, foi a única coisa boa que você já fez em sua vida”, escreveu outro.

No entanto, muitos, apesar de não compartilhar a paixão pela caça, expressaram suas condolências: “Descanse em paz. Eu não gosto da caça, matar animais como hobby me horroriza. Mas é inaceitável que esta menina tenha tirado sua própria vida”, diz outro comentário.

Temer corta verba e fiscais de trabalho escravo e infantil ficam sem gasolina para fiscalizar crimes

Fiscais do Ministério do Trabalho estão impedidos de trabalhar por falta de verbas

Fiscais do Ministério do Trabalho que atuam contra o trabalho escravo e o trabalho infantil, além de em condições degradantes no campo e em obras, vão parar em todo o País a partir de meados de agosto.

O motivo: cortes do governo Temer no setor, que impedem, por exemplo, que eles comprem combustíveis para os carros.

Por isso, não haverá visitas a campos para inspeções e flagrantes.

Enquanto isso, o peemedebista gasta bilhões na compra de votos de políticos no Congresso Nacional com emendas parlamentares, a fim de se livrar de denúncias de corrupção.

As informações são do colunista Lauro Jardim, do Globo.