Retrospectiva 2016: O ano em que a Lava Jato mandou na política. Tanto Dilma Rousseff quanto Michel Temer sofreram os efeitos

::)

Em seus governos, da inédita operação de combate à corrupção

Em 31 de agosto, após um processo de nove meses e ao menos nove grandes manifestações de rua desde o ano anterior (incluindo a de 13 de março, a maior da história do Brasil), Dilma Rousseff foi afastada definitivamente da Presidência da República por decisão do Congresso Nacional, acusada de cometer crimes de responsabilidade.

O impeachment sofrido por ela foi o segundo na história brasileira. O impedimento tirou o governo petista do debate sobre como resolver a crise econômica, mas não afastou o partido das investigações sobre a corrupção. Em setembro, foi preso Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Com Dilma afastada, começou outro capítulo da crise política. Rompido com ela, seu vice “decorativo” Michel Temer assumiu a Presidência sob a pressão das crises econômica e política, de sua própria impopularidade e da Operação Lava Jato. Perdeu rapidamente seu ministro do Planejamento, o senador Romero Jucá (RR), do PMDB, que virou réu no Supremo na Lava Jato.

Perdeu seu secretário de Governo, Geddel Vieira Lima, acusado de usar o cargo para defender um interesse pessoal. Perdeu também o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), do PMDB, cassado e preso. Tornado réu no Supremo Tribunal Federal, o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), do PMDB, sustentou-se por pouco.

Temer e a cúpula de seu governo terminam o ano mencionados em depoimentos dos 77 delatores da Odebrecht aos investigadores da Operação Lava Jato. São acusados pelos delatores de ter pedido dinheiro à empreiteira.

A ex-presidente Dilma Rousseff ainda no Palácio da Alvorada. A revelação das relações corruptas do passado podaram seu governo

O que isso significa

Na superfície, é possível dividir 2016 em duas etapas. Até 12 de maio, quando Dilma foi afastada provisoriamente da Presidência, e depois disso, com a gestão de Temer. Os dois períodos diferem pelos ocupantes de ocasião do poder, pela condução do governo e seus objetivos. Essa é a aparência.

Sob a superfície, há uma continuidade. O fim do governo Dilma e o início do governo Temer foram determinados pelos desdobramentos da Operação Lava Jato. Por suas conexões políticas, ambos padecem dos efeitos da investigação que há quase três anos rastreia as relações corruptas entre políticos e empresas no sistema de ocupação do Estado no passado.

Unidos há tempos, o PT de Dilma e o PMDB de Temer não têm como se desvencilhar do que foi feito na Petrobras em parceria com as empreiteiras nos últimos anos. Dilma aprendeu a lição de forma dramática. Um Congresso amedrontado pela Lava Jato e hostil a uma presidente que sempre o desprezou não teve dúvidas em cassá-la, em uma tentativa de se preservar das denúncias que viriam.

Sócio majoritário do petrolão e, portanto, alvo maior da Lava Jato, nem se quisesse o PT conseguiria se mobilizar por Dilma.

O partido desmoronou com as revelações feitas por réus que decidiram colaborar com a Justiça. Ganhou o selo da corrupção na estrela e perdeu voz no Congresso.

Ao chegar Temer, foi a vez de o PMDB entrar no purgatório. Além das quedas em série, de Cunha a Geddel, o partido do presidente foi espancado pelas novas informações surgidas da Lava Jato. Toda a cúpula do PMDB no Senado surgiu na delação da Odebrecht. Um dos amigos mais próximos de Temer, José Yunes, teve de deixar o cargo por suspeita de corrupção.

O presidente se dedica publicamente a mostrar o empenho de sua equipe econômica no combate à crise, com medidas como a proposta do teto para o gasto público federal, sua principal vitória no Congresso. Mas precisa lutar constantemente para não ser emparedado por um Legislativo em busca de proteção, pelas ruas que se manifestam e pela Lava Jato. Temer foi citado mais de 40 vezes apenas por um dos 77 delatores.

Seu governo tem de trabalhar com um Congresso que só pensa em se proteger do inexorável avanço das investigações e das punições. Não há sinal de que isso vá mudar ou arrefecer. Foi assim em 2016. Deverá ser assim em 2017. É inescapável.

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